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20 de ago. de 2008

Pirataria sino-brasileira não vinga, e fábrica de orelhão e guaraná clonados fecha

Desde 1987, o empresário Gerson Dong divide sua vida entre Pequim e São Paulo. "Vai ao Brasil. Copia alguma coisa e volta. Só vai para copiar", brinca sua funcionária Roseli Damasceno, que se mudou para a China em 2002 para ajudar na promoção do guaraná Lida, cuja latinha era um decalque do famoso rótulo da Antárctica, só mudando as cores.

Na época, a subdivisão da empresa que fabricava telefones públicos estava para fechar, e o senhor Dong buscava outra fonte de lucro, pirateando de novo um produto brasileiro. Afinal, os orelhões laranjas (similares ao antigo da privatizada Telesp) não davam mais dinheiro. Ele já tinha espalhado pelas ruas de Pequim centenas deles, ainda hoje muito visíveis nos subúrbios, o que dá uma sensação de déjà-vu no brasileiro que visita a cidade-sede dos Jogos Olímpicos.

Hoje, o único negócio dele que continua em Pequim é a churrascaria Bacana Brasil, que fica ao lado da fábrica. De promoter, a maranhense Roseli virou a cozinheira e hostess de lá, enquanto outro brasileiro convocado para a "operação guaraná" acabou como churrasqueiro. Elivan Silva tinha que acertar a proporção de pó importado, caramelo e água gasificada. "Não conhecia nada daquilo. Depois, se desse intoxicação em um consumidor, o culpado era eu. Pedi para sair", disse o recifense que antes trabalhara em um supermercado na Liberdade, o tradicional bairro oriental de São Paulo.

De lembrança do guaraná genérico, só sobraram a última caixa no depósito (manchada e sem uma latinha dentro) e um pôster amarelado na parede (com imagem do Corcovado e slogan em caracteres chineses: "Uma bebida natural que vem da floresta do Brasil. Você deve experimentar"). Outro pôster foi parar na janela do banheiro do restaurante, improvisando a falta de vidro.

Gerson Dong ( Dong Xuan-hong é o nome original em chinês), 60, não esboça nenhuma saudade do produto. "O chinês não se acostumou com o sabor. Aqui, as pessoas gostam de chá", diz em um português balbuciado de quem viveu cinco anos no Brasil e todo ano passa pelo menos um mês entre sua casa em Pirituba e suas lojas na Liberdade.

Também não quer se recordar da produção de orelhões. "A China não precisa mais disso. Todo mundo só quer celular, aparelhos sem fio. A tecnologia a cabo não dá mais dinheiro", fala o empresário. Se não restou uma latinha para contar a história, as cabines telefônicas encalhadas revelam essa história, empilhadas, empoeiradas, cheias de teias de aranha e vegetação na entrada da fábrica. "Isso é sucata, não vou guardar nada, vai tudo para a reciclagem", sentencia o empresário. As peças poderiam entrar para um museu da pirataria made in China.

Agora, Dong se dedica a montar celulares em fábrica no sul da China e a tocar uma fazenda de tabaco na Argentina. Em São Paulo, Dong diz lucrar com aluguel comercial, encontrar seus amigos e o filho que tem com uma brasileira. Já o restaurante em Pequim serve para reuniões com seus amigos dentro do governo e do empresariado - se fosse pela frequência normal, estaria também fechado.

"Ele tem muito contato com os grandes do país. Outro dia veio um ministro aqui com a comitiva cheia de segurança. Fechou o restaurante para eles", conta Roseli. As fotos na parede de seu escritório confirmam isso. Uma flagra Dong cumprimentando militares. Outra retrata um encontro na sede do todo-poderoso PCC (Partido Comunista Chinês), com a presença até do atual presidente, Hu Jintao. Ele ostenta também uma série de retratos seus, feitos por, nada mais nada menos, que o badalado cineasta Zhang Yimou, diretor de filmes como "Lanternas Vermelhas" e "Hero", outro queridinho do regime de Pequim. Revelador é saber que Yimou foi o responsável pela parte artística da abertura da Olimpíada, para a qual Chong foi um convidado.

Nascido na província de Henan, Dong é o retrato do empreendedor chinês. Engenheiro de telecomunicações desde que se formou na Universidade de Pequim, ele esteve sempre procurando um nicho de mercado para lucrar, mas para isso precisa de uma rede de influências, afinal, o governo é o principal cliente e parceiro nesse capitalismo chinês. Para conseguir um contrato, como o de pontuar as esquinas pequinesas com orelhões alaranjados, é preciso vários conchavos e festins, como aqueles que ele costuma promover no restaurante, com muita proteína vinda da vizinha Mongólia, mas assada ao estilo gaúcho, por churrasqueiros de chapéu e lenço no pescoço.

Outra característica da iniciativa privada da terceira economia mundial é a apropriação de marcas e patentes estrangeiras, com a conivência das multinacionais, que deixam as estatais chinesas piratearam seus modelos, afinal, não querem irritar o governo central, que permite o acesso ao mercado de 1,3 bilhão de trabalhadores e consumidores.

Pois Dong escolheu copiar dois símbolos brasileiros, mas o negócio não deu certo. "Aquele guaraná era pior que purgante", sentencia o brasileiro Humberto Monteiro, que mora em Pequim há cinco anos. Roseli conta que o produto desandou quando os brasileiros saíram da linha de produção da Lida Beverages, que acabou fechando em 2006. Não adiantou nem colocar foto de Lucélia Santos (a eterna Escrava Isaura para os chineses) com as latinhas do "gualaná", como os chineses pronunciam o refresco.

Três anos antes era a vez da Lida Comunicaton Devices trocar os telefones públicos laranjas pelos celulares. A pirataria chinesa gera um prejuízo de US$ 4 bilhões para o Brasil, cifra pequena em relação aos U$ 84 bilhões anuais para empresas dos EUA, Europa e Japão. Mas Dong, por enquanto, deixou de contribuir com esse rombo das falsificações. Pelo menos para o Brasil, agora ele fabrica telefones portáteis "inspirados" nos modelos da Nokia, Samsung e Motorola.

Rodrigo Bertolotto

Fonte: Uol


12 de ago. de 2008

Anúncios da Adidas para as Olímpiadas de Pequim 2008

Para as olímpiadas de Pequim, TBWA de Shangai (China), criou uma série de anúncios que incentivam a torcida a participar e apoiar ao máximo a equipe chinesa nos esportes.

Não é muito diferente daquele anúncio aqui do Brasil nos jogos PanAmericanos em que os atletas eram acompanhados dos torcedores em suas modalidades e que contava com vários vídeos. Lembra?

Adidas

Adidas

Olímpiadas

Olímpiadas Pequim 2008

Ad

Adidas

Investimentos em publicidade na China devem crescer 20%

Investimentos em publicidade na China devem crescer cerca de 20% este ano e mais 20% em 2009, graças não apenas ao fato de o país sediar os Jogos Olímpicos de 2008, mas também ao crescimento do poder de consumo e da urbanização local.

A análise é do GrupoM, do WPP.

Via: CCSP

11 de ago. de 2008

Pen drive criado por hackers alemães ajuda a combater censura




Hackers alemães criaram o Freedom Stick , um pen drive com um software que redireciona o tráfego na internet por diversos computadores em todo o mundo , evitando que o usuário da internet seja identificado pelo governo chinês.

O Freedom Stick é vendido por 20 euros, cerca de R$ 50,00, pelo Chaos Computer Club, da Alemanha. No pen drive, há TOR (The Onion Router), um programa de redirecionamento de tráfego de dados na rede que já vem configurado para o acesso à internet na China.

O programa utiliza sistemas de rede privada (VPN) para "enganar" a censura chinesa. O mesmo programa é usado em outros países que restringem o uso da internet, como os Emirados Árabes Unidos.

Fonte: FHAZ

China contrata internautas para defender o governo na Web

Conhecida por sua ciberpolícia, a China também recorre maciçamente aos serviços de internautas profissionais que defendem o ponto de vista do governo e do partido nos fóruns de discussão. Na rede, esses "comentaristas" um tanto especiais, meio guardas vermelhos e meio mercenários, são chamados de "wu mao dang", ou "bando dos 5 centavos" - porque originalmente eles receberiam 5 centavos por comentário.

Tudo começa em 2004. Uma recomendação do Ministério da Educação e da Liga da Juventude Comunista aconselha a "reforçar a educação ideológica dos estudantes" e "controlar melhor a utilização da Internet nos campus". Na época os serviços de BBS (Bulletin Board Service) das universidades eram o local de debates intensos sobre todos os assuntos. Alguns desses fóruns são conhecidos em todo o país, como o ytht.net da Universidade de Pequim, onde sopra um vento cada vez mais crítico. Os estudantes se conectam de manhã até de noite, assim como pessoas externas ao campus, a ponto de às vezes haver centenas de milhares de inscritos, enquanto os campus não têm mais que 10 mil a 20 mil estudantes.

Mas o que parece uma Tiananmen virtual em gestação causa preocupação, sobretudo quando um artigo publicado em um site influente, qianlong.com, faz muito barulho: americanos e japoneses empregariam "espiões da net" ("wangte", um termo que se torna onipresente) para manipular os BBS chineses. É verdade que a Internet é uma libertação para os chineses anestesiados por uma imprensa estreitamente vigiada: os rumores mais loucos circulam lá. Desde setembro de 2004, o ytht está fechado. Através do país os fóruns mais visitados nas universidades foram suspensos um a um para "manutenção" durante 2005. Os estudantes se queixam em vão. Rapidamente, novas regras proibiram o acesso aos fóruns de pessoas que não seguem cursos e obrigam os participantes a se registrar com seus verdadeiros nomes junto à administração. As equipes de censores foram reforçadas.

Foi durante esse expurgo que nasceu o projeto de lançar batalhões de "comentaristas da Internet" ("wangluo pinglun yuan" em chinês). Sua missão é influenciar as discussões "no bom sentido ideológico". Assim, o Instituto de Ciências e Tecnologias de Henan decidiu em 2004 "recrutar equipes de comentaristas dos sites da Internet das universidades para intervir no BBS do campus e em alguns sites fora do campus". É preciso "intervir nas discussões e orientar os comentários sobre os temas que mais preocupam os professores e estudantes", explica um documento encontrado online no site do instituto, na seção "propaganda"... "Diante dos acontecimentos repentinos, é preciso orientar a tempo as opiniões, defender as interpretações corretas e manter uma voz positiva... a fim de garantir ao máximo a estabilidade das universidades." Não poderia ser mais claro.

Encontram-se na Internet chinesa dezenas de circulares oficiais desse tipo, redigidas na linguagem típica da burocracia, cheias de expressões marciais e de exortações para manter a linha do partido: elas não são secretas e revelam a sinistra crônica de uma contra-ofensiva em regra, diante do desafio representado para o partido dos novos espaços de liberdade de expressão abertos pela Internet. Uma universidade de Hunan explica que cada "comentarista da Internet" deve, além de comentários regulares - "no mínimo 20 por mês" -, "produzir pelo menos um artigo de propaganda positiva por mês" nos fóruns de discussão, "ressaltando os grandes progressos realizados para tornarem-se universidades de renome mundial, abertas e polivalentes".

Os primeiros comentaristas da Internet são estudantes. Em 2006, um despacho da agência Xinhua descreveu assim a dedicação de uma estudante da universidade de Jiangnan em Wuxi, envolvida de maneira voluntária a favor da educação patriótica de seus camaradas nos BBS - ao lado, segundo se lê, de "outros mil honkers", abreviação de "hacker vermelho", quer dizer, internauta patriótico.

Depois que as universidades contrataram equipes de estudantes zelosos, com freqüência membros da Juventude Comunista, a fórmula foi reproduzida em todas as escalas das administrações provinciais. Na escala nacional, recorrer a isto tornou-se uma obrigação ardente: em um discurso pronunciado em 2007, o presidente Hu Jintao pediu aos quadros do partido "que exerçam sua supremacia sobre a opinião pública na rede, para elevar o nível e o estudo da orientação online e explorar as novas tecnologias para disseminar uma propaganda positiva".

Desde então as diretrizes nacionais incitam a selecionar "camaradas de bom perfil ideológico... dotados de grandes capacidades e de uma grande familiaridade com a Web... para formar equipes de comentaristas de Internet". Espalha-se o rumor de que eles recebem 5 mao por comentário - na realidade muitos são funcionários públicos assalariados e recebem um bônus por artigo e por comentário.

Segundo David Bandurski, do Centro de Estudos de Jornalismo e da Mídia da Universidade de Hong Kong, essa propaganda política da era da Web ocuparia cerca de 280 mil pessoas - para mais de 250 milhões de internautas chineses. Em um dossiê sobre o assunto redigido no último número da "Far Eastern Economic Review", esse especialista estima que "existe uma convicção muito forte entre os dirigentes chineses de que a China deve se defender das forças exteriores hostis e que a Internet chinesa é um campo de batalha crítico".

Hoje haveria "wu mao dang" até nos grandes portais da rede, que lhes pagariam eles mesmos. Seus serviços se banalizaram: em um relato publicado no site Youth Week-end sobre as medidas tomadas pelas autoridades de Wengan para "canalizar" a imprensa e a opinião pública depois de rebeliões que ocorreram em junho, um repórter chinês descobriu que uma dúzia de professores e funcionários públicos foram selecionados pelas autoridades para desmentir os rumores na Internet através de comentários anônimos.

Os internautas chineses, no entanto, são cada vez menos enganados: nos fóruns de discussão o termo "wu mao dang" soa como um insulto diante de um comentário conforme demais com a linha oficial. E depois os transformam em zombaria: "Com a inflação, está na hora de passar para 6 mao!", prega um usuário. "Quando eu li esse termo, primeiro senti uma grande alegria, pois pensei que havia nascido um novo partido ("dang" em chinês). E além disso era um partido sem Mao (outro sentido de "wu mao")", zomba outro internauta, com o pseudônimo de "Lua que se põe na bruma". Uma espécie de "devolver ao remetente".

Fonte: Le Monde

21 de jul. de 2008

Polêmica em peças criadas para a Anistia Internacional





Uma campanha criada pela TBWA/Paris para a Anistia Internacional e que ganhou um Leão de Bronze no último Cannes Lions, na categoria Press, está causando polêmica. O problema é que o anunciante diz não ter aprovado a comunicação e que, inclusive, a considera "negativa". Mesmo assim, a agência francesa inscreveu a campanha e acabou sendo premiada.

Os anúncios, focados nos Jogos Olímpicos de Pequim, trazem imagens fortes, com pessoas sendo torturadas em ambientes esportivos. Com os títulos "Natação", "Arco e Flecha" e "Levantamento de Peso", as peças apresentam a seguinte assinatura: "Depois dos Jogos Olímpicos, a luta pelos direitos humanos vai continuar".

A polêmica gira em torno do fato da TBWA/Paris ter inscrito uma campanha que não foi aceita nem pela matriz mundial e nem pelo cliente. As imagens foram amplamente divulgadas na internet e, segundo a Anistia Internacional, não refletiam a visão da organização sobre os Jogos Olímpicos. As cenas, inclusive, não estão no site oficial da organização. A explicação dada pela TBWA diz que a campanha foi de responsabilidade de um único indivíduo e que medidas já foram tomadas para que não ocorra novamente.

O assunto sobre direitos humanos fica ainda mais delicado tratando-se da China, país em desenvolvimento que tem muita mão de obra barata. Os anúncios foram totalmente repudiados no país. A China, inclusive, apelou para que os blogueiros fizessem um boicote à campanha. Eles entenderam a comunicação como uma tentativa de "difamação" do país frente aos jogos.

A Anistia Internacional, que discorda dos anúncios, postou a seguinte declaração em seu portal: "a Anistia Internacional gostaria de deixar claro que não estava envolvida na divulgação de uma série de imagens que circularam na web em relação às Olimpíadas de Pequim".

Na semana passada, Tom Carroll, chefe executivo da TBWA\Worldwide, disse em entrevista ao jornal Wall Street Journal que os anúncios foram o trabalho de uma pessoa da agência de Paris e que a matriz não teria inscrito tal campanha em Cannes. O executivo afirmou que a agência efetuará inquérito e tomará as medidas apropriadas para garantir que tal fato não ocorra mais.

Em declaração reativa ao caso, Keith Smith, presidente da TBWA\International, disse que a agência se "arrepende profundamente" e pediu desculpas ao povo chinês que se sentiu ofendido pela campanha. "O trabalho foi desenvolvido e submetido ao prêmio por um indivíduo de nosso escritório em Paris em resposta ao um briefing específico da Anistia Internacional França", disse Smith. E completou, "nem a TBWA\ Internacional ou a TBWA\China tinham consciência da campanha. Entretanto, reconhecemos que como empresa somos responsáveis por garantir que isso nunca mais aconteça".

As seguintes ações foram tomadas pela agência: o criativo envolvido foi severamente advertido por ter se aproveitado da situação e por ter inscrito, de forma independente, a peça para premiação em nome da TBWA; de agora em diante, todas as inscrições a prêmios globais terão de ser sancionadas pelo Diretor Criativo Mundial da agência; além disso, alinhados com a política nos EUA, a TBWA\ Internacional não vai mais aceitar nenhuma peça com briefing político; e a TBWA\ se compromete a nunca veicular estes anúncios em nenhum lugar.

Via: Propmark

20 de mar. de 2008

Adidas Beijing 2008: “Hu Jia” e “Zheng Zhi”

Da série “Pronto, falei”: eu acho que a China não é um país que merece uma Olimpíadas. Podem dizer que é apenas o meu olhar ocidental, mas espírito olímpico, união dos povos, respeito pelo próximo e afins, são sentimentos que não combinam com o país. Pelos acontecimentos atuais então, tenho mais motivos ainda para manter minha opinião (fatos aliás que tem feito alguns patrocinadores repensarem sua participação nos jogos).

Mas deixo as discussões políticas com o Pedro Dória, e vou falar do que sei: comunicação. Apesar dos pesares, a Adidas tem feito uma campanha belíssima em relação ao seu patrocínio ao Jogos Olímpicos de Beijing.

Uma parceria poderosa entre a agência 180/TBWA e as produtoras Psyop e Stink, deu origem a campanha “Together”, publicada aqui no Brainstorm #9 em dezembro passado. Hoje surgiram dois novos filmes que seguem o caminho deixado pelas peças iniciais.

Ao contrário da linguagem épica tradicional em anúncios sobre Olimpíadas, o conceito da Adidas é mais pessoal, sereno e poético. Nos dois novos comerciais, os atletas Hu Jia e Zheng Zhi contam sobre suas derrotas e desafios para conseguir alcançar o topo: a medalha de ouro.

Misturando cenas dos atletas com ilustrações feitas a mão, o resultado é poderoso e tocante. Assista os dois filmes abaixo:





26 de nov. de 2007

Chineses são mais propensos ao vício na web

Estudo feitos pelo conglomerado IAC/InterActiveCorp e pela agência de publicidade JWT, dá conta de que internautas chineses são mais propensos a depender de suas experiências online que os norte-americanos.

Os chineses também enxergam a web como parte importante de sua sociabilização e de troca de opiniões.

A pesquisa foi realizada na China e nos EUA, com mais de 2,1 mil internautas com idades entre 16 e 25 anos, e mostrou que cerca de 42% dos internautas na China afirmam que sentem-se "viciados" em navegar pela web. Nos EUA a proporção é de 18%.

Quase 25% dos usuários de internet chineses afirmam que não seriam capazes de passar mais de um dia sem acessar a rede, versus 12% nos EUA.

Menos de um terço dos norte-americanos afirma que a internet contribui na vida social. Por outro lado, 77% dos internautas chineses dizem que a web os ajudou a fazer amigos.

Fonte: CCSP

13 de nov. de 2007

"É na China que as grandes marcas vão estourar de vender"

A publicidade mundial vai encontrar em breve um novo solo fértil e promissor financeiramente. Trata-se da China, país no qual o rápido crescimento econômico exerce seu poder também sobre a propaganda e a revolução de seus paradigmas. Essa é a percepção de Sérgio Valente, presidente da agência DM9DDB, que esteve por lá em encontro com outros comandantes dos escritórios da rede DDB, espalhados pelo mundo inteiro. O objetivo da reunião foi analisar a multidisciplinaridade e novas formas de agregar idéias nos diversos segmentos da comunicação como TV, Internet, eventos e ponto-de-venda. A conclusão foi uma estética avessa aos padrões ocidentais, "regido por uma outra ética e outro jogo de moral."

Segundo Valente, ainda não há por lá a percepção mundial de construção da marca. Os olhos são voltados essencialmente para a necessidade do produto e seus benefícios diretos ao consumidor. O principal fator para essa prática é o fato de a maior parte da população ter baixa condição financeira, fato prestes a melhorar de acordo com o crescimento do mercado e abertura para o capitalismo.

A escolha do local da reunião não foi à toa. Além de ostentar um mercado em que o PIB (Produto Interno Bruto) cresce em torno de 10% por ano, a China sediará os Jogos Olímpicos em 2008. E na visão de Valente, isso significa abertura de relacionamentos com o resto do mundo. A DDB comprou este ano uma grande agência chinesa e quer aprender a lidar com um comércio de quase 1 bilhão e meio de consumidores. "É lá que as grandes marcas vão estourar de vender. Uma marca que consiga 0,1% do mercado lá já consegue um mercado muito significativo", estima.

Qualidade artística

Apesar de primária na construção de marcas, Valente considera a publicidade chinesa dotada de uma "ótima" direção de Arte, "simples e clean". Para ele, a revolução nas campanhas será inicialmente na questão visual. Afinal, quando se tem quase 1 bilhão e meio de consumidores, a opinião de cada tem grande importância, avalia. "O padrão oriental é regido por uma outra ética, um outro jogo de moral, um outro jogo de costumes, é muito diferente. Então, é muito difícil entender essa nuance cultural e poder julgar, mesmo porque o que pra você é bom, para eles pode não ser, é um outro padrão estético."

Em parâmetros mundiais, o publicitário notou semelhança com o Brasil. Isto é, a produção brasileira mais conhecida e aclamada internacionalmente é aquela com cunho global, premiada em Festivais como Cannes. Estas são valorizadas pelos chineses assim como reconhecidas por publicitários do resto do mundo.

Fonte: Adnews

1 de out. de 2007

Publicidade de sutiãs com enchimento proibida no país

A China anuncia a proibição de publicidade de sutiãs que levantam os seios e lingerie com enchimento, na televisão e no rádio.

Nos últimos anos, a propaganda de lingerie vem aumentando o número de mulheres quase despidas na TV do país, segundo o governo.

Fonte: CCSP

17 de set. de 2007

Chinês morre após passar três dias jogando pela internet

Um chinês de 30 anos morreu em Cantão após ficar três dias seguidos jogando pela internet em um cibercafé, informou nesta segunda-feira o jornal "Beijing News".

A morte ocorreu durante o fim de semana, quando o homem desmaiou diante do computador em que havia passado os últimos três dias. Ele perdeu a vida antes de chegar ao hospital.

Segundo fontes médicas, a causa da morte foi possivelmente uma afecção cardíaca provocada pela quantidade de horas em frente ao computador.

A dependência a internet, especialmente entre os jovens, transformou-se em uma das grandes preocupações do governo da China, segundo maior do mundo em número de internautas, com 163 milhões, atrás apenas dos Estados Unidos.

Entre as medidas adotadas para frear o problema, Pequim proibiu a abertura de novos cibercafés este ano e criou vários "centros de desintoxicação" para viciados em internet.

Fonte: Folha Online

6 de set. de 2007

Logo do Google na China é feito de flores e lanternas de papel



Lanternas chinesas formam o logo do Google num dos andares do escritório da empresa em Pequim. Fica no bairro Zhongguancun, conhecido como Silicon Valley da capital chinesa. O escritório tem tudo que faz parte da 'cultura Google' - academia, sala de yoga, lanchonete com comida de graça, area de lazer com mesa de sinuca e totó. O blog The Tech Chronicle, do São Francisco Chronicle, visitou as instalações e mostra fotos aqui. O refeitorio é comandado por um chef que já foi de hotel 5 estrelas, estudou em Paris e prepara pratos da culinaria chinesa, japonesa e americana. No cardápio de ontem - pizza de frutos do mar, risoto de abobora e cogumelos grelhados com broto de bambu e carangueijo.

Fonte: Blue Bus

13 de mar. de 2007

China vai intensificar controle sobre blogueiros

País quer regular relatos de opiniões políticas e até de minúcias sexuais

A China intensificará os controles sobre o crescente número de blogueiros que vêm usando a internet para expor seus pensamentos, opiniões políticas e até mesmo corpos, anunciou o principal censor do país.

O diretor da Administração Geral de Imprensa e Publicação da China, Long Xinmin, disse que a agência está formulando regras para regulamentar de maneira ainda mais dura a publicação de conteúdo na Internet, e que elas se aplicariam à legião de blogs do país, informou o Beijing Morning Post da terça-feira.

"Devemos reconhecer que, em uma era na qual a internet vem se desenvolvendo em velocidade estonteante, as medidas e meios de controle e fiscalização pelo governo estão enfrentando novos testes", disse Long aos membros do Legislativo nacional chinês na segunda-feira, segundo a reportagem. Ele destacou os blogs como um dos desafios.

Long disse que "a liberdade de expressão dos cidadãos seria plenamente protegida".

Mas a irrequieta população de blogueiros da China vem sendo uma preocupação para o Partido Comunista, que governa o país e vem tentando estender à internet as já antigas normas de censura que se aplicam à mídia. A Web vem crescendo velozmente na China, e em setembro o total de blogs do país atingiu 34 milhões, número trinta vezes mais alto do que o existente quatro anos antes.

Os blogueiros da China expõem em detalhes suas opiniões políticas, hobbies e queixas. Um famoso pioneiro, Mu Zimei, jovem jornalista, atraiu imenso interesse em 2003 ao relatar -- revelando os nomes dos envolvidos -- sua complicada vida amorosa. Outra blogueira, que adotou o pseudônimo Liu Mangyan, publicou fotos que a mostravam nua.

Blogueiros mais sóbrios usam a internet para publicar reportagens combativas de jornalismo investigativo e para expressar opiniões bem informadas sobre os assuntos correntes. As autoridades de censura devem promulgar novas regras para cobrir as "atividades de publicação" na internet, segundo Long.

"As autoridades da administração de publicações têm dedicado atenção a esse novo modo de disseminação online", afirmou o censor.

7 de mar. de 2007

63% dos chineses com acesso à banda larga têm blogs, diz consultor

Cerca de 63% dos internautas chineses com acesso a banda larga tem blogs, espécie de diário virtual atualizado com periodicidade estabelecida pelo criador da página. Até 75% destes mesmos internautas compartilham fotos e vídeos pela rede mundial de computadores enquanto cerca de 70% administra um site pessoal. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (07/03) por Nigel Morris, executivo da consultoria em marketing Isobar, durante exposição no segundo dia do Proxxima 2007 - Encontro Internacional de Comunicação Digital. Segundo o CNNIC (China Internet Network Information Center), órgão oficial que mede o acesso dos chineses à Internet, atualmente cerca de 104 milhões de chineses têm acesso a banda larga.

O executivo aproveitou a oportunidade para dar uma panorâmica do funcionamento da propaganda e da comercialização de mídia nos novos ambientes digitais como Internet, telefones celulares e games portáteis, entre outros. Ele apresentou ainda números que mostram que apesar de atrair muitos usuários, as mídias online ainda são as que atraem menos investimento, quando comparadas a gigantes como televisão e mídia impressa. Sobre a ascensão dos mercados de nicho, esmiuçados pelo artigo que virou livro batizado de "A Cauda Longa", do editor da revista Wired Chris Anderson, Morris cunhou a seguinte frase, parodiando a máxima de Andy Warhol: "Todo mundo será famoso para 15 pessoas".

Entenda melhor o conceito da Cauda Longa no artigo "A Cauda Longa Balança o Cachorro", de Alexandre Magalhães.

6 de mar. de 2007

Governo chinês proíbe abertura de novos cibercafés no país em 2007

Restrição é parte de um movimento para fortalecer as políticas de controle sobre o acesso da população do país à Internet.

O governo chinês não vai mais aprovar licenças para novos cibercafés neste ano, como parte de um movimento para fortalecer as políticas de controle sobre o acesso da população do país à internet.

“O número de cafés de internet no país não vai aumentar durante 2007”, diz o documento em chinês, que leva o título “Nota sobre o gerenciamento mais severo da internet cafés e jogos online”.

A construção de internet cafés que já foram aprovados pelo governo deve ser completa até 30 de junho, diz o documento.

A diretiva foi aprovada por 14 agências governamentais, incluindo o Ministério da Indústria da Informação, o Ministério de Segurança Pública e o Ministério das Finanças.

Além de restringir o número de cibercafés, a diretiva reitera a intenção de fechar operações não-licenciadas de espaços de acesso à Internet.

Os cafés são populares entre os usuários chineses de internet, incluindo jovens que passam horas baixando músicas, assistindo filmes e jogando jogos online.

17 de fev. de 2007

Negócio da China!

Em 2006, os investimentos em publicidade, na China, cresceram para US$ 36,9 bilhões, um incremento de 18%, segundo apurou a CRT Market Research.

Um outro levantamento, da Nielsen, estimou um aumento ainda maior, de 22%, para US$ 50 bilhões.

O crescimento é atribuído a eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas e à maior concorrência entre bancos no país.

As informações são do The Wall Street Journal.