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8 de mai. de 2008
26 de abr. de 2007
19 de mar. de 2007
Tecnisa mira gays e outros nichos
Uma das mais importantes construtoras e incorporadoras do País com 5% de share de um negócio anual superior a R$ 100 bilhões, mesmo com atuação restrita a São Paulo, a Tecnisa não tem na mídia de massa sua primeira opção de investimento em comunicação. Marketing direto, links patrocinados, internet, SMS, RSS, ações virais, folhetos, blogs, podcast, mobile marketing, stands e até anúncios estão no mix da empresa. O diretor de marketing Romeu Bussarello explica que a opção de apostar em meios não tradicionais ajudou a empresa a trabalhar direto com o target, como gays, que já representam 12% das vendas anuais, e ofertas com espaço pet.
Há boom imobiliário no Brasil?
Sim. O mercado está muito aquecido. Hoje há financiamento fácil e uma burocracia menor. A demanda reprimida de oito milhões de unidades vai diminuir com as ofertas para todos os targets nos próximos anos. É a hora de comprar imóvel. Tanto para investir quanto para morar. Essa indústria emprega 10 milhões de pessoas, tem 6% do PIB e movimenta anualmente mais de R$ 100 bilhões. Há o fenômeno da mobilidade social: as pessoas quitam um imóvel, vendem e compram outro de maior padrão, quase sempre na mesma área de influência. A Tecnisa vendeu 1.7 mil unidades em 2007.
Como o marketing interfere no setor imobiliário?
O setor é o maior anunciante do País. E vai crescer. Quem sustenta os jornais são os empreendimentos imobiliários. Só em São Paulo esse trade investe cerca de R$ 300 milhões em mídia e no Brasil próximo dos R$ 3 bilhões. O mercado imobiliário, porém, é o patinho feio da propaganda devido à sua estética tosca. Há mudanças. A Tecnisa investiu R$ 2 milhões em um stand com ferramentas de marketing experience e técnicas avançadas de captação de clientes que realmente os seduzem. Usamos mais a internet e o contato direto nas ações de marketing, atividade que cada vez mais ganha importância no mercado imobiliário.
Por que os jornais perderam peso na comunicação da Tecnisa?
O jornal virou paisagem. Nos finais de semana, com mais de 50 anúncios diferentes nos principais jornais de São Paulo, por exemplo, ninguém sabe quem é quem. É uma mídia cara e com retorno muito questionável. O consumidor gastava tempo para economizar dinheiro e hoje ele gasta dinheiro para economizar tempo. Quem não tem tempo usa mais a internet. A internet também permite o anonimato.
Como assim?
Porque se o cliente deixar contato no stand de vendas para um corretor, ele não vai sair mais do seu pé. Não queremos esse incômodo ao cliente. Pela internet, ele deixa o e-mail e o responde de acordo com sua conveniência. A internet é responsável por 20% das vendas da Tecnisa. Nosso site www.tecnisa.com.br tem todas as informações necessárias para o cliente identificar suas opções sem nenhum incômodo.
A lei Kassab cassou a mídia exterior em São Paulo, meio freqüente na comunicação do trade imobiliário. Também foram proibidos os cavaletes. Quais as alternativas?
Tivemos que nos adaptar, mas migramos muito para internet e ações de relacionamento com o cliente que juntas representam 42% das nossas vendas. O cavalete representava 30% das visitas aos stands da Tecnisa. Foi uma perda grande. O caminho é a internet.
Há novidades na comunicação da Tecnisa fora da internet?
Vamos estar presentes na Parada Gay de São Paulo deste ano. O mercado GLS representa 12% das vendas da Tecnisa. Fazemos desde 2002 um trabalho intenso nos sites GLS na internet. É uma comunidade que também exige anonimato e a internet é eficaz nesse relacionamento. Focamos nichos. Por isso temos ambientes gay friendly e pet friendly. Descobrimos que incluir espaços pet nas plantas também gera vendas para quem tem animais. Temos que criar facilitadores para os compradores de imóveis e transformá-los em oportunidades mercadológicas.
A Tecnisa deixou de anunciar em jornais?
Sim. O jornal para nós é uma mídia burra e sem interatividade. A Tecnisa busca interatividade. Como há muitos players concentrados nos finais de semana, a perda de impacto é grande. Na semana passada fizemos uma ação no site do "Big Brother" que teve 8 milhões de visitas e que gerou aproximadamente 25 mil visitas ao nosso site. Uma página custa R$ 40 mil em média nos grandes jornais de São Paulo e o impacto é de 600 mil pessoas, com dispersão. O investimento no Big Brother foi de apenas R$ 5 mil. Em 2006 anunciamos em 132 sites diferentes. No site de noivas buscamos o óbvio: quem casa quer casa.
Qual o perfil do cliente da Tecnisa?
Nossos imóveis têm preço médio de R$ 300 mil. São consumidores de alta renda. Os consumidores de imóveis de alto padrão não têm medo de perder emprego. Com os de baixo valor acontece o contrário, temem qualquer desestabilização. As pessoas qualificadas logo conseguem reposição. Pela primeira vez as empresas estão com medo de perder talentos. Esse é o Brasil com z. O Brasil com s está ficando para trás. Há três anos o mercado está muito aquecido e nos próximos cinco vai manter essa tendência.
O marketing de guerrilha substitui o velho cavalete?
Muita gente está usando esse instrumento. Em alguns casos também recorremos a esse expediente, mas estamos mais presentes na internet.
A internet exige agência específica ou todo o trabalho fica concentrado na Eugênio?
Para internet usamos a Mídia Digital que tem base em Curitiba. O mundo é plano, como enfatizou Thomaz Friedman, e a Tecnisa acredita nessa tendência. Nosso custo caiu de R$ 110 a hora em São Paulo para R$ 40 por igual período em Curitiba. Ganhamos em preço e qualidade. A Eugênio é especialista em ambiente analógico. A Mídia Digital não conversa com a Eugênio. Elas trabalham de forma independente. Este ano a Tecnisa vai investir R$ 400 mil em links patrocinados. Compramos sete mil palavras no Google, onde somos um dos maiores anunciantes, entre as quais "apartamento na zona sul de São Paulo".
Como a Tecnisa divide a sua verba?
Nossa verba de marketing é de R$ 30 milhões, dos quais R$ 2,5 milhões para ações na internet.
O mercado caminha mais para os imóveis residenciais ou comerciais?
O forte ainda é o residencial, mas com o crescimento dos pequenos empreendedores há demanda para salas comerciais de 100 metros quadrados.
Há boom imobiliário no Brasil?
Sim. O mercado está muito aquecido. Hoje há financiamento fácil e uma burocracia menor. A demanda reprimida de oito milhões de unidades vai diminuir com as ofertas para todos os targets nos próximos anos. É a hora de comprar imóvel. Tanto para investir quanto para morar. Essa indústria emprega 10 milhões de pessoas, tem 6% do PIB e movimenta anualmente mais de R$ 100 bilhões. Há o fenômeno da mobilidade social: as pessoas quitam um imóvel, vendem e compram outro de maior padrão, quase sempre na mesma área de influência. A Tecnisa vendeu 1.7 mil unidades em 2007.
Como o marketing interfere no setor imobiliário?
O setor é o maior anunciante do País. E vai crescer. Quem sustenta os jornais são os empreendimentos imobiliários. Só em São Paulo esse trade investe cerca de R$ 300 milhões em mídia e no Brasil próximo dos R$ 3 bilhões. O mercado imobiliário, porém, é o patinho feio da propaganda devido à sua estética tosca. Há mudanças. A Tecnisa investiu R$ 2 milhões em um stand com ferramentas de marketing experience e técnicas avançadas de captação de clientes que realmente os seduzem. Usamos mais a internet e o contato direto nas ações de marketing, atividade que cada vez mais ganha importância no mercado imobiliário.
Por que os jornais perderam peso na comunicação da Tecnisa?
O jornal virou paisagem. Nos finais de semana, com mais de 50 anúncios diferentes nos principais jornais de São Paulo, por exemplo, ninguém sabe quem é quem. É uma mídia cara e com retorno muito questionável. O consumidor gastava tempo para economizar dinheiro e hoje ele gasta dinheiro para economizar tempo. Quem não tem tempo usa mais a internet. A internet também permite o anonimato.
Como assim?
Porque se o cliente deixar contato no stand de vendas para um corretor, ele não vai sair mais do seu pé. Não queremos esse incômodo ao cliente. Pela internet, ele deixa o e-mail e o responde de acordo com sua conveniência. A internet é responsável por 20% das vendas da Tecnisa. Nosso site www.tecnisa.com.br tem todas as informações necessárias para o cliente identificar suas opções sem nenhum incômodo.
A lei Kassab cassou a mídia exterior em São Paulo, meio freqüente na comunicação do trade imobiliário. Também foram proibidos os cavaletes. Quais as alternativas?
Tivemos que nos adaptar, mas migramos muito para internet e ações de relacionamento com o cliente que juntas representam 42% das nossas vendas. O cavalete representava 30% das visitas aos stands da Tecnisa. Foi uma perda grande. O caminho é a internet.
Há novidades na comunicação da Tecnisa fora da internet?
Vamos estar presentes na Parada Gay de São Paulo deste ano. O mercado GLS representa 12% das vendas da Tecnisa. Fazemos desde 2002 um trabalho intenso nos sites GLS na internet. É uma comunidade que também exige anonimato e a internet é eficaz nesse relacionamento. Focamos nichos. Por isso temos ambientes gay friendly e pet friendly. Descobrimos que incluir espaços pet nas plantas também gera vendas para quem tem animais. Temos que criar facilitadores para os compradores de imóveis e transformá-los em oportunidades mercadológicas.
A Tecnisa deixou de anunciar em jornais?
Sim. O jornal para nós é uma mídia burra e sem interatividade. A Tecnisa busca interatividade. Como há muitos players concentrados nos finais de semana, a perda de impacto é grande. Na semana passada fizemos uma ação no site do "Big Brother" que teve 8 milhões de visitas e que gerou aproximadamente 25 mil visitas ao nosso site. Uma página custa R$ 40 mil em média nos grandes jornais de São Paulo e o impacto é de 600 mil pessoas, com dispersão. O investimento no Big Brother foi de apenas R$ 5 mil. Em 2006 anunciamos em 132 sites diferentes. No site de noivas buscamos o óbvio: quem casa quer casa.
Qual o perfil do cliente da Tecnisa?
Nossos imóveis têm preço médio de R$ 300 mil. São consumidores de alta renda. Os consumidores de imóveis de alto padrão não têm medo de perder emprego. Com os de baixo valor acontece o contrário, temem qualquer desestabilização. As pessoas qualificadas logo conseguem reposição. Pela primeira vez as empresas estão com medo de perder talentos. Esse é o Brasil com z. O Brasil com s está ficando para trás. Há três anos o mercado está muito aquecido e nos próximos cinco vai manter essa tendência.
O marketing de guerrilha substitui o velho cavalete?
Muita gente está usando esse instrumento. Em alguns casos também recorremos a esse expediente, mas estamos mais presentes na internet.
A internet exige agência específica ou todo o trabalho fica concentrado na Eugênio?
Para internet usamos a Mídia Digital que tem base em Curitiba. O mundo é plano, como enfatizou Thomaz Friedman, e a Tecnisa acredita nessa tendência. Nosso custo caiu de R$ 110 a hora em São Paulo para R$ 40 por igual período em Curitiba. Ganhamos em preço e qualidade. A Eugênio é especialista em ambiente analógico. A Mídia Digital não conversa com a Eugênio. Elas trabalham de forma independente. Este ano a Tecnisa vai investir R$ 400 mil em links patrocinados. Compramos sete mil palavras no Google, onde somos um dos maiores anunciantes, entre as quais "apartamento na zona sul de São Paulo".
Como a Tecnisa divide a sua verba?
Nossa verba de marketing é de R$ 30 milhões, dos quais R$ 2,5 milhões para ações na internet.
O mercado caminha mais para os imóveis residenciais ou comerciais?
O forte ainda é o residencial, mas com o crescimento dos pequenos empreendedores há demanda para salas comerciais de 100 metros quadrados.
14 de mar. de 2007
A Cauda Longa: do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho
Quando o valor conjunto de todos os milhões de itens que talvez vendam apenas uns poucos exemplares for igual ou maior do que o dos poucos itens que vendem milhões cada um?
Quando um grupo de crianças sem intenção de lucro for capaz de gravar uma canção ou produzir um vídeo, distribuindo-os pelos mesmos meios eletrônicos explorados pelas mais poderosas empresas de grande porte?
Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, explorou pela primeira vez o fenômeno da Cauda Longa em um artigo que se tornou um dos mais influentes ensaios sobre negócios de nosso tempo. Usando o mundo dos filmes, dos livros e das músicas, mostrou que a Internet deu origem a um novo universo, em que a receita total de uma multidão de produtos de nicho, com baixos volumes de vendas, é igual à receita total dos poucos grandes sucessos.
Então, cunhou o termo. Cauda Longa, para descrever essa situação, o qual, desde então, tem sido citado com destaque pela alta gerência das empresas e pelos meios de comunicação em todo o mundo.
Embora ainda estejamos obcecados pelos sucessos do momento, escreve Anderson, esses hits já não são mais a força econômica de outrora. Mas, para onde estão debandando aqueles consumidores volúveis, que corriam atrás do efêmero. Em vez de avançarem como manada numa única direção, eles agora se dispersam ao sabor dos ventos, à medida que o mercado se fragmenta em inúmeros nichos.
Agora, neste livro tão esperado, Anderson mostra como chegamos a esse ponto e revela as enormes oportunidades daí decorrentes: para novos produtores, para novos agregadores e para novos formadores de preferências. Ele também analisa a economia da reputação; o fim dos estoques; o efeito Wal-Mart; o poder da produção colaborativa e a ascensão de uma grande cultura paralela.
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