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25 de jul. de 2007

Dessa vez, a vodca Absolut

Depois das inúmeras campanhas homenageando cidades ao longo dos últimos 20 anos, chega a vez da vodca Absolut repetir a dose através dos próprios produtos.

A marca está lançando a Absolut New Orleans, bebida destilada com sabor de manga com pimenta preta, suportada por uma campanha focada em internet e mídia impressa criada pela TBWA. A partir de seu novo posicionamento lançado neste ano, "In an Absolut World" (que remete a idéias que só aconteceriam em um "mundo Absolut"), a peça impressa mostra um grande engarrafamento de caminhões rumo ao Dome de New Orleans, como que visando toda a movimentação de solidariedade ocorrida quando da tragédia do furacão Katrina, em 2005.

Em agosto, completam-se dois anos do acidente natural que abalou o sul dos Estados Unidos. E é justamente no dia 1º do próximo mês que começam as vendas, em uma tática de marketing que visa justamente criar "buzz" em torno da ação. O anúncio do novo produto foi feito há menos de uma semana durante o evento anual New Orleans Culinary Festival, ponto de encontro de todas as tradições e novidades da "Soul food", "Creole food" e "Cajun food" que caracterizam a região.

A VS Spirits, detentora da Absolut, espera vender 35 mil caixas da bebida. Segundo a companhia, a íntegra das vendas - cerca de US$ 2 milhões - serão destinados a projetos de caridade no Estado da Louisiana, que tem Nova Orleans como capital.

Ao mesmo tempo que reúne boa ação ao marketing, a Absolut aproveita a deixa para reiterar sua posição de inovação na área em que atua. Estimativas de mercado indicam que mais de 200 diferentes tipos de vodca premium e saborizadas foram lançadas no planeta nos últimos cinco anos, iniciando uma comoditização de mercado que vem reduzindo as vendas da marca em mercados como os EUA.

A Absolut é pioneira nestes segmentos no mercado norte-americano, especialmente após o lançamento da Absolut Citron em 1988. O nicho de saborizados é hoje 30% do mercado de vodca naquele país. Já o consumo da bebida como um todo cresceu 8% em 2005 nos Estados Unidos, enquanto a Absolut isoladamente cresceu apenas 2% - muito por conta da chegada de concorrentes como a vodca super premium Grey Goose.




Fonte: Meio & Mensagem

14 de mai. de 2007

Empreendedorismo social cresce no País e atrai universitários

As férias de verão de 2000 foram inesquecíveis para a então estudante de Comunicação Social da Universidade São Judas Tadeu, Valéria Camargo. Na companhia de outros 11 estudantes de disciplinas diversas dessa mesma instituição de ensino superior paulistana, ela passou 21 dias em Jaramataia, um pequeno município localizado no estado do Alagoas. O intuito, porém, estava bem longe daquele buscado por dez entre dez turistas que se deslocam ao Nordeste todos os anos em busca de sol, sombra (quando possível) e água fresca. O objetivo principal era estreitar o contato com a realidade da população local. Em contrapartida, desenvolveriam atividades para dar dicas aos nativos, principalmente crianças e jovens, sobre sexualidade, saúde e higiene, aulas de inclusão digital e artesanato, além de atividades de esporte e lazer.

Mas o que leva um grupo de jovens, cujas idades variam dos 20 aos 30 anos, a trocar a oportunidade de aventura ou descanso em algum lugar paradisíaco a ficar tanto tempo fora de casa, em uma cidade com um dos piores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do País? "O fato é que a maioria das pessoas tinha um espírito empreendedor, com vontade de ajudar o próximo e mudar o mundo, o que é típico dos mais jovens", explicou Valéria. A frase ilustra uma tendência de um movimento que cresce a cada ano entre muitos jovens universitários brasileiros: o empreendedorismo social. O conceito, apesar de não ser novo, envolve uma série de ações - sociais, ambientais, educativas, etc - cujo objetivo é levar mais qualidade de vida às pessoas que vivem em situações muito piores do que as nossas. Não existem fns lucrativos, tampouco a prática de atos por puro assintencialismo.

A viagem descrita acima foi apenas mais uma das organizadas pela associação civil Universidade Solidária. A UniSol, como é chamada, foi criada em 1995 com a missão de promover a vivência e a troca de conhecimentos entre estudantes universitários e comunidades pobres de todo o País, por meio de projetos sociais. "A UniSol foi criada a partir de dois pressupostos. O primeiro, o de que as universidades exploram pouco o lado prático dos estudantes, no sentido de formar cidadãos preparados para enfrentar a realidade fora da sala de aula. Ao mesmo tempo, essas instiuições produzem conhecimentos que não estão nos livros. Queríamos criar contato entre os dois mundos", falou ao Universia a superintendente-executiva da UniSol, Elisabeth Vargas.

Até hoje, a UniSol já mobilizou cerca de 20 mil estudantes, parcerias com 200 universidades em mil diferentes localidades espalhadas por todo o País. A UniSol estabelece parcerias com instituições públicas e privadas para o aporte dos recursos necessários para a implementação, acompanhamento e avaliação de programas e projetos sociais. É parceira do Fórum de Extensão das Universidades públicas, privadas e comunitárias e da Associação das Mantenedoras do Ensino Privado.

Conforme Elisabeth, ao longo desses doze anos de trabalho aconteceram mudanças estruturais. Uma delas é a própria absorção do conceito de empreendedorismo social. "No começo, não se falava em empreendedorismo, isso era coisa de empresário. Falava-se, sim, em criatividade, flexibilidade, ação. Os alunos desenvolviam soluções simples mas interessantes para os problemas que encontravam. Ao longo do tempo, a expressão 'empreender' passou a adquirir outro significado. Uma comunidade sofria com problemas de meio ambiente e analfabetismo. Quais as prioridades? Como empreender? Como tornar os projetos sustentáveis quando saíssemos dessa localidade? Vimos que precisávamos de ferramentas e começamos a montar planos de trabalho", descreve Elisabeth.

As mudanças levaram a uma aproximação maior da UniSol com as universidades, com a montagem de um manual, a criação de um curso especial e um trabalho de sensibilização junto aos alunos. Atualmente, a Unisol implementa de 40 a 50 projetos por ano. "O programa é 100% voltado para os estudantes que se engajam, voluntários, e os resultados acompanham a pessoa por toda a vida. O empreendedor social é alguém que se dedica a prestar atenção na realidade que está vivendo, nos mínimos detalhes", conta.

A radialista Valéria Camargo concorda, mas defende, também, que é fundamental que as universidades proporcionem aos estudantes a chance de conhecer outras culturas e de poder contribuir para, de alguma forma, tentar mudar a realidade das pessoas mais carentes. "Acredito que deveria haver mais divulgação sobre projetos desse tipo. São muitos os estudantes que passam pela universidade sem nem tomar conhecimento dessas atividades extracurriculares, que são uma boa oportunidade para aplicar o que se aprende em sala de aula. O papel da universidade, em ações de responsabilidade social, não pode se limitar à manutenção de escritórios jurídicos e consultórios de psicologia com atendimento gratuito. É preciso que o aluno tenha a chance de sair do ambiente universitário para colocar em prática certas ações", finaliza.

Fomento ao empreendedorismo

O empreendedorismo social é a grande razão de ser da Ashoka, uma ONG (Organização Não-Governamental) surgida há 26 anos na Índia e que, além do Brasil, desenvolve projetos em mais de 60 países ao redor do globo. "Os criadores da Ashoka tinham o sonho de transformar o social, de ver o terceiro setor nivelado em eficiência com o setor privado, passar de uma área assistencialista para o desenvolvimento de idéias de alto impacto e inovação. A idéia principal é saber se existem empreendedores na área social, e nisso somos pioneiros. Buscamos pessoas com perfil empreendedor, idéias bacanas de transformação social e comprometidas a levar isso adiante", explicou a coordenadora dos programas de juventude da ONG, Olívia Martin, espanhola radicada no Brasil.

Olivia explica que a Ashoka trabalha em três diferentes pilares. O primeiro é o investimento e o apoio ao empreendedorismo social. São mais de 1800 empreendedores ao redor do globo - 265 deles no Brasil. Os projetos propostos passam por uma banca examinadora e os melhores ganham uma bolsa de financiamento por três anos. Outro pilar de atuação é o fomento à conexão em rede. "Existem muitos projetos, em diferentes áreas, como saúde, meio ambiente, educação, responsabilidade social, mas há ponto de sinergia entre eles. A troca de informações entre os empreendedores pode influenciar nas políticas públicas", resume Olívia. Por ano, a Ashoka seleciona, em média, 18 novos empreendedores sociais no Brasil, que fortalecem a rede e colocam a organização na liderança do trabalho com empreendedorismo para a transformação social.

A Ashoka (a palavra tem sua origem no sânscrito e significa "ausência ativa de tristeza") também garante apoio estratégico aos projetos, com a ajuda na montagem de um plano de negócios social. Os financiamentos da ONG são diversos: vão desde doações de empresas e pessoas físicas a parcerias estratégicas - a Mackinsey Consultoria é uma delas. A Ashoka trabalha com diferentes iniciativas globais que são "exportadas" para outros países.

Um dos mais importantes projetos no braço brasileiro foi criado há menos de um ano e já é uma das menina-dos-olhos da ONG: o projeto Geração MudaMundo. "A idéia é gerar mudanças na cultura de respnsabilidade social por parte dos jovens. Buscamos a experiência de transformá-los em adultos mais conscientes, com senso de responsabilidade social e análise crítica", resume Olívia.

Voltado para jovens de até 24 anos e contando com a participação de muitos universitários, o Geração MudaMundo busca projetos com impacto social positivo nas comunidades carentes. O financiamento é de R$ 1,5 mil para cada empreendimento social. Com menos de um ano, já são aproximadamente 60 projetos em atuação, a maioria concentrada em São Paulo e Santa Catarina. Um dos projetos ligados ao MudaMundo partiu de uma universidade: é o "Conexão Social", uma rede de estudantes universitários que tem como intuito ativar o potencial do aluno da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas de São Paulo) como agente transformador da sociedade proporcionando inspiração, integração, livre pensar e a oportunidade de atuar.

Quem também trabalha com o conceito de empreendorismo social no Brasil é o Instituto Elos, uma ONG fundada no ano 2000 por um grupo de arquitetos da cidade de Santos, litoral de São Paulo. O Elos tem o lema de que todo mundo quer e pode transformar o mundo, e se dedica a criar oportunidades para que qualquer pessoa possa contribuir voluntária e cooperativamente para a construção de um mundo mais pacífico e pleno para todos. Promove ações junto à comunidades para a transformação da realidade física e social de seus ambientes, como favelas, cortiços e comunidades caiçaras do litoral paulista. Paralelamente, atua no treinamento de talentos comunitários locais e de líderes jovens de todo o Brasil e América do Sul para que sejam agentes multiplicadores destas transformações em suas próprias localidades.

Se você também tem um projeto de cunho social e deseja tirar sua idéia do papel, ou ainda tem interesse em se juntar a um grupo de jovens que atuem em alguma área do terceiro setor, os contatos das instiuições são: Universidade Solidária (www.unisol.org.br); Ashoka (www.ashoka.org.br ou www.gmm.org.br); e Instituto Elos (www.institutoelosbr.org.br).

3 de abr. de 2007

Cafeteria, papelaria, cabeleireiro e livraria para os colaboradores dentro da empresa

Num cenário onde o capital humano é o grande ativo das organizações, investir em ações que corroborem para a criação de um ambiente de trabalho agradável é de grande importância. Pensando nisso, a empresária Maria Alice Pereira, da Starmap, criou estruturas de Centros de Convivência, que as companhias podem instalar dentro de fábricas, centros de logística, call centers e outros ambientes que reúnam um grande número de trabalhadores. Para ela, a demanda por esse serviço deve crescer à medida que a preocupação com a qualidade do ambiente de trabalho aumenta por parte das empresas também cresce. “Cada vez mais as empresas estão em busca da satisfação dos funcionários e da retenção de seus talentos, e um bom ambiente pesa muito nesse sentido”.

O Centro de Convivência Chana Klein é o primeiro implementado pela StarMap. Funciona dentro do maior centro de distribuição da rede Casas Bahia, localizado às margens da Via Anhanguera, e atende mais de 8 mil pessoas, entre funcionários, fornecedores e visitantes. Com 735m², o projeto foi idealizado a partir de uma pesquisa com os próprios funcionários, que manifestaram suas necessidades e tipos de serviços que gostariam de usufruir no local, já que nas imediações não existem opções para um café, um happy hour ou uma pequena compra.

Aliando franquia de marcas, entre elas Casa do Pão de Queijo e Livraria Nobel, e parcerias comerciais com a Taiff e Ikesaki, o espaço reúne cafeteria, livraria, revistaria, papelaria, cyber café e salão de cabeleireiro, além de uma loja de conveniência.

“O Centro de Convivência foi muito bem recebido por todos. A iniciativa contribui de forma muito positiva para a integração e o bem-estar dos funcionários”, declara Gilberto Duarte, diretor da unidade de Jundiaí. “Um ambiente de qualidade favorece os serviços e reflete no relacionamento entre os colegas”, completa.

Um dos diferenciais da Starmap, segundo aponta Maria Alice, é o foco nas necessidades e desejos dos funcionários. Para implementar um centro de convivência, a Starmap inicialmente avalia o público alvo, seus interesses, potencial de consumo e a quantidade de horas vivenciadas dentro da instituição ou da empresa, traçando o perfil dos serviços a serem oferecidos. Além disso, a definição de quais tipos de serviços, geralmente prestadoras de serviços franqueadas, irão compor o espaço é feita com base em uma pesquisa de opinião realizada com os funcionários.

Outro ponto para o qual a empresária chama a atenção é para o fato de que as pessoas que trabalham nesses centros de convivência responderem diretamente para a Starmap e não para as franquias, o que garante a qualidade do serviço prestado. “Diferentemente de um shopping center ou uma loja de rua, no centro de convivência o público na varia. Por isso, a qualidade contínua no atendimento é primordial”. Além da implementação, a empresa também realiza o treinamento do pessoal e a gestão do negócio.

28 de mar. de 2007

Anúncio "Quebra-algemas"

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) lançaram um anúncio de combate ao trabalho escravo no Brasil.

Criado pela Almap, o anúncio de página-dupla mostra as mãos algemadas, as algemas estão ligadas ao um elo que não permite que a revista seja aberta inteiramente, somente quando forçada o elo se rompe, "rompendo a corrente" da algema,deixando transparecer o título do anúncio "Infelizmente, acabar com o trabalho escravo não é tão fácil assim".

Ficha Técnica:
Anunciantes: OIT e CONATRAE
Título: “Infelizmente, acabar com o trabalho escravo não é fácil assim”
Produto: Erradicação do trabalho escravo
Diretores de Criação: Luiz Sanches, Roberto Pereira
Redator: Renato Simões
Diretor de Arte: Renato Fernandez
Fotógrafa: Márcia Ramalho
Produtor Gráfico: José Roberto Bezerra
Atendimento: Fernão Cosi, Marco Piza
Aprovação: Patrícia Audi

13 de mar. de 2007

IBM quer trazer Web para portadores de deficiências

Empresa prepara software para tornar sites acessíveis a deficientes visuais

Uma internet rica em vídeos no YouTube e música em sites como o MySpace enriqueceriam a experiência online de deficientes visuais, certo? Errado.

A construção dos sites atualmente não é nada amigável para pessoas com dificuldades para ouvir e para enxergar. Primeiro porque no caso das pessoas com problemas visuais, a construção das páginas interfere com os softwares já existentes de acessibilidade deste grupo.

Segundo, porque tocadores embutidos nas janelas do site (como as telinhas do YouTube) trazem botões que precisam ser acionados pelo mouse e que, por não ficaram sempre na mesma posição na tela, impedem seu uso por quem não consegue ver onde está esse comando. Acrescente a isso o fato de que não há atalhos de teclado que possam substituir esses comandos e você terá um site inacessível para estas pessoas.

Para sanar o problema, a IBM está preparando uma plataforma que funciona sobre o Internet Explorer e o Firefox e que pode dar acesso a qualquer arquivo embutido em um site, seja ele baseado na tecnologia Flash ou em arquivos que usem a plataforma Windows Media.

Desenvolvido no laboratório da empresa em Tóquio, o software trará atalhos de teclado para controlar qualquer conteúdo multimídia em um determinado site, dando aos deficientes visuais o controle de volume e velocidade de execução.

A ferramenta será exibida na próxima semana durante a Conferência sobre Tecnologias e Pessoas com Deficiências, que acontece em Los Angeles, nos EUA. Mais sobre o evento? Clique aqui.

8 de mar. de 2007

Campanha social para o dia das mulheres








Ficou chocado? Ficou chocada?
O objetivo era exatamente esse!!

3 de mar. de 2007

Keep Your Eye on the Balls

Uma forma engraçada de falar sobre algo nada engraçado.

17 de fev. de 2007

Campanha de solidariedade ao anúncio decepado

André Gomes

Oi. Eu sou um anúncio sem pé nem cabeça. Nasci do encontro de um aspirante a diretor de arte com um redator que não sabe escrever. À primeira vista, pareço uma idéia genial. Meus pais tentaram me clonar de um anúncio publicado em um anuário de criação. Tenho um título, um texto, uma foto e a marca de um cliente. Mas tudo isso de nada vale. Eu não tenho pé nem cabeça.

Como toda propaganda portadora dessa anomalia congênita, fui condenado a uma vida de danação. Meus elementos não se combinam. Meu título engraçadinho não concorda com o texto, que por sua vez é mal escrito e não tem a menor graça. Já a imagem que me ilustra vem de um banco de fotos free e já foi utilizada em milhões de outros anúncios iguais a mim.

Sou a cara mal feita e pretensiosa dos meus pais. E nem de longe me pareço com o cliente que me encomendou.

Ah! Além da dupla ordinária que me trouxe ao mundo, tenho também uma madrinha, a Silvia do atendimento, que encheu de palpites cretinos a cabeça de meus criadores na hora da concepção.

Aliás, desafio você a conceber uma mínima fração do sofrimento a que somos submetidos desde o berço. Nós, os anúncios sem pé nem cabeça, somos a raça mais bandalha e maltratada da história da propaganda.

Não, estagiários obrigados a fingir que admiram seus diretores de criação. Não, criativos enganados que esperam há anos em vão por um aumento em seu salário miserável, enquanto assistem à alegria de seus patrões trocando de carro. Não! Vocês não sabem o que é sofrimento.

Após um parto atribulado, em meio a fumaça de cigarro, falatório, torpedos de cuspe e peidos estalados, já nascemos sob insultos dos nossos próprios pais.

– Do caralho! Do caralho!

Em seguida, caímos nas mãos do atendimento. Sempre insatisfeito, esse verdadeiro algoz dos anúncios sem pé nem cabeça quase sempre nos arranca um braço e enfia no lugar um rabo de veado-mateiro.

– Agora está bom.

Depois, o cadafalso. Seguimos para a apresentação ao cliente.

Após uma longa sessão de tortura, rechaçados, humilhados, pisoteados e espezinhados por gerentes de marketing com o cérebro do tamanho de uma azeitona, somos submetidos aos piores tipos de sevícias pelas garras dos ácaros carnívoros no interior escuro dos portfólios de nossos pais.

E o sofrimento não acaba aí. De tempos em tempos, somos levados por nossos próprios criadores para divertir atarefados diretores de criação. Suas gargalhadas nos enchem o papel de manchas.
Depois voltamos cabisbaixos à reclusão escura do cemitério de layouts.

Assim segue a existência de um anúncio sem pé nem cabeça. Até que a morte o rasgue definitivamente em mil pedaços ou o utilize para forrar uma gaiola de passarinho.

Mas o pior vem agora. A cada dia, centenas de milhares de anúncios com esse mesmo problema vêm ao mundo para sofrer. Frutos da asneira de imitadores, vagabundos, canalhas e embusteiros que têm a coragem de se autoproclamar “criativos”.

Para acabar com esse mal, a sua ajuda é muito importante. Por favor, incentive a concepção responsável e a boa propaganda. Não seja o pai, a mãe ou um dos padrinhos de um anúncio sem pé nem cabeça.