Mostrando postagens com marcador Congresso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Congresso. Mostrar todas as postagens

18 de set. de 2008

Congresso debate novas mídias e vídeos online




Durante o Congresso TV 2.0 realizado em São Paulo, foram debatidas as novas formas utilizadas na produção de conteúdos para televisão.

Um dos destaques do evento foi a palestra “Vídeo, a nova cara da web”, realizada por Alex Banks, diretor geral para a América Latina da ComScore.

Durante a palestra, Banks ressaltou diversos pontos relacionados às mudanças que estão ocorrendo no mercado de vídeos online com sites como o Youtube que recebe 13 horas de vídeos por minuto e as produções em site multimídia.

Ele acredita que os vídeos online já aceitem a publicidade online e que por isso a internet teria mais espaço para anúncios. Além disso, Banks disse que os conteúdos online são um complemento da televisão, já que os produtos feitos são diferentes.

Ainda falando sobre a aceitação do público, Banks salientou que das 8h00 as 10h00 da manhã audiência da internet é maior do que a da televisão e que essa é a mídia que mais cresce no mundo.

Em breve, o Adnews lançará matéria em vídeo sobre o evento.

Fonte: Adnews

16 de jul. de 2008

IV Congresso Brasileiro de Publicidade - palestra de paulo Roberto Marinho

Paulo Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, realizou palestra no IV Congresso Brasileiro de Publicidade dizendo que muitas das iniciativas atuais restringem a liberdade de expressão, normalmente visando tutelar os indivíduos.

"O cidadão é visto como alguém que precisa de tutela e que não discerne entre o bem e o mal, entre o certo e o errado", afirmou.

Para Marinho, o cidadão tem mais chances de acertar se tiver mais informação para fazer suas escolhas, e a reflexão é resultado da variedade de alternativas existentes.

Em relação às regras restritivas impostas à imprensa frente às eleições e seus candidatos, Marinho questiona: "Seria o eleitor incapaz de julgar por si os candidatos e os veículos que falam deles?".

Ele ainda exibiu vídeo do programa Saturday Night Live que satiriza os então candidatos a candidatos democratas, nos EUA, Hillary Clinton e Barak Obama, dizendo que algo assim seria impossível no Brasil, uma vez que por aqui a Lei Eleitoral 9504 de 30/09/2007 impede o uso de trucagens ou montagens.

"Será que o telespectador não sabe julgar se o veículo está fazendo humor ou campanha?", indagou ele ao reforçar que nos EUA a situação é bem diferente da que os meios de comunicação vivem aqui, frente às eleições.

Veja o vídeo do Saturday Night Live exibido por Marinho, aqui. Ele usou na palestra apenas o último mínuto (o mais engraçado) desse vídeo, quando os dois são questionados sobre nomes como o de um ministro da Nigéria. Quem os questiona no vídeo é um humorista fazendo o papel do jornalista Tim Russert, que morreu recentemente (há um mês), nos EUA e causou grande comoção. Mas isso nada tem a ver com o vídeo, realizado antes da morte de Russert.

Marinho também citou matéria de o Globo, intitulada Fast Food só depois das 21h (*).

Disse ainda que, segundo pesquisas, o índice de desenvolvimento humano em municípios que têm TV local é muito maior do que o de municípios que têm apenas repetidoras.

"Devemos nos orgulhar do que a indústria da comunicação e a publicidade fazem para o Brasil", disse.

"Tutelar a propaganda se parece muito com censurar", completou ao referir-se às restrições sucessivas que a propaganda vem sofrendo. "E censura, não vale a pena ver de novo".

Marinho também falou sobre a Classificação Indicativa, criticando seus moldes atuais ("Como um pequeno gupo, em Brasília, pode decidir o que é ou não adequado ao público?"). Ele disse que está havendo uma 'infantilização' do público em função da postura do Estado brasileiro. Marinho não concorda com o fato da Classificação Indicativa estar ligada a faixas de horários e com o fato de o Ministério da Justiça poder reclassificar qualquer programa na hora que desejar.

Para Marinho, essas atitudes levam à redução da qualidade criativa de nossa teledramaturgia, "que até hoje só trouxe prêmios ao país". "Não existe democracia sem liberdade plena de expressão. Devemos lutar para que as distorções que hoje ocorrem deixem de existir".

Marinho deu como exemplo as novelas das 19 horas, que não podem mais exibir assasinatos por arma branca ou de fogo. "Só nos resta agora o envenenamento", disse, causando risos na platéia.

Comentou também, quando perguntado, sobre o crescimento da Record na audiência: "Nunca achei correto o uso de termos como 'hegemonia' e 'monopólio' empregados em relação à Rede Globo. Em todos esses anos, já fomos atacados por concorrentes diversas vezes". Ele falou sobre crises de audiência que a emissora passou, por exemplo, com a saída de Silvio Santos dos domingos, quando ele se transferiu para seu próprio canal, no início dos anos 80: "Chegamos a apanhar de 47 a 6 (pontos de audiência) e só nos recuperamos com a chegada do Faustão". "A TV Mulher, que era excelente, também perdeu muito para o Bozo. Nossas manhãs só ganaharam mais audiência com a chegada da Xuxa". Ele também lembrou da novela Pantanal, que bateu na Globo em 1990 e reconhceceu que a novela é excelente e que o departamento de pesquisa da Globo não percebeu, na época, a vontade do público de assistir a uma novela como aquela, menos urbana.

Marinho finalizou dizendo: "A concorrência faz com que a gente se mexa. Mas temos (a Globo) os melhores talentos e sabemos fazer TV".

(*) Um trecho da matéria de O Globo:

Depois do cigarro e das bebidas alcoólicas, o governo lançará agora uma ofensiva para tentar regulamentar a propaganda de alimentos que apresentem altos teores de açúcar, sal e gordura. O Ministério da Saúde, comandado pelo ministro José Gomes Temporão, pretende, até o fim do ano, adotar uma série de regras para restringir a veiculação de anúncios desses produtos, como a permissão de exibição de tal propaganda apenas em horário noturno — entre as 21h e as 6h — e a exigência de divulgação de mensagens de alerta sobre os males desses ingredientes como: "O consumo excessivo de gordura aumenta o risco de desenvolver diabetes e doença do coração".

O ministério alega que é um problema de saúde pública e que as crianças são o alvo principal da propaganda desses produtos. Pesquisa financiada pelo Ministério da Saúde mostra que 72% do total de anúncios de alimentos veiculados na TV envolvem produtos com alto teor de gorduras, sal e açúcar. A publicidade mais freqüente é a de comida fast-food (18%), seguida da de guloseimas e sorvetes (17%), de refrigerantes e sucos artificiais (14%), de salgadinhos de pacote (13%) e de biscoitos, doces e bolos (10%)


Fonte: CCSP

Comissão criativa lança o Manifesto Bossa Nova

O que é ter uma grande idéia nos dias de hoje? À primeira vista, essa pergunta pode parecer simples ou até mesmo vaga. Mas, ao se observar a complexidade das transformações do mercado de comunicação e, especialmente, da economia globalizada, essas questões adquirem uma gravidade impensável anos atrás.

E, por mais incrível que pareça, a bossa nova pode ser a chave para os profissionais brasileiros de comunicação encontrarem a resposta para a questão. Reflexão que passa também pela necessidade de inserir a comunicação brasileira no cenário da economia global, com uma presença marcante nos negócios internacionais.

Pelo menos é o pensa a Comissão A Criatividade Brasileira, que se reuniu ontem durante o IV Congresso Brasileiro de Publicidade, que começou na segunda-feira e termina hoje em São Paulo. Mediado por Nizan Guanaes, sócio do Grupo ABC de Comunicação, o debate contou com palestra do publicitário PJ Pereira, presidente da agência Pereira & O’Dell, e com Flavia Faugeres, vice-presidente da N/Idéias, como relatora.

Os debatedores foram João Daniel Tikhomirof, presidente da Mixer, Pedro Cruz, diretor de planejamento da Africa, Rony Rodrigues, sócio presidente da Box, Maurício Magalhães, presidente da Tudo Eventos, e Adilson Xavier, da Giovanni Draftfcb. A comissão lançou o Manifesto Bossa Nova por uma Criatividade Brasileira Mundial. O documento aprovado apresenta uma série de propostas para que a publicidade nacional consolide um papel de liderança no cenário mundial.

Pela mecânica do evento, os textos aprovados pelas comissões são consolidados ao final das discussões, passando a fazer parte de um documento oficial do congresso.

Entre as propostas aprovadas pela comissão e que constam no Manifesto Bossa Nova estão a luta por fortalecer instituições fortes do mercado de comunicação, como a Associação Brasileira das Agências de Publicidade ( Abap) e Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar).

Outro tópico é o estímulo ao "intercâmbio de talentos", para que profissionais brasileiros estejam em sintonia para as tendências mundiais e o Brasil se beneficie do conhecimento de profissionais estrangeiros. Uma ampla revisão do currículo das instituições de ensino da área de comunicação também está na pauta, assim como a atração de profissionais de outras áreas, como sociologia e antropologia. "Nós vamos ao Festival de Cannes todos os anos beber das inovações.

Mas também devemos aprender a beber de outros bebedouros", afirmou Nizan Guanaes. Rony Rodrigues endossa o coro. "Os europeus e outros, por exemplo, vão a festivais de música de diferentes países, moda, cinema, para ver as tendências de comportamento", diz. "Nosso mercado se baseia no capital intelectual", reforça Pedro Cruz.

É em meio a esse contexto global que deve ser entendida a nova fronteira da criatividade, na avaliação de PJ Pereira. Isso quer as campanhas globais dão o tom, criadas por profissionais de diversas partes do mundo. "As campanhas são feitas com equipes globais. Temos de entrar nesse jogo de igual para igual".

No que se refere à criatividade, João Daniel Tikhomirof, afirma: "O comercial de 30 segundos vai continuar. O que mudou hoje é que o consumidor não é mais tão passivo". Adilson Xavier reforça: "O importante é a idéia, não as plataformas em que estão inseridas". "Hoje ganha quem combinar melhor as linguagens", completa Maurício Magalhães.

Fonte: Gazeta Mercantil