A MTV vai rastrear a cada segundo os comerciais e vídeos vistos na Web e vai interligar comunidades online construídas em torno de seus programas de TV, disse seu diretor digital em entrevista sobre a nova estratégia publicitária da empresa.
A MTV está se esforçando para continuar a ser relevante na era digital, aprendendo mais sobre os fãs de alguns de seus maiores programas, como "The Hills" ou "Real World", através dos sites dos próprios programas, disse Mika Salmi, presidente de mídia digital global da MTV, em entrevista à Reuters.
A emissora vai fornecer a seus anunciantes dados atualizados a cada segundo sobre como os vídeos e anúncios em seu site são vistos por usuários online. Na segunda-feira a MTV anunciou a assinatura de um contrato com a Visible Measures, uma firma independente de medição, para que ela forneça esses dados.
A iniciativa espelha uma mudança semelhante para dados atualizados a cada segundo pelo setor de medição de audiência da TV, liderado pela Nielsen e a TiVo.
O novo serviço poderá medir o uso de vídeos da MTV que foram compartilhados ou inseridos em outras redes sociais, como o MySpace, ou blogs.
Nos últimos anos, a MTV vem trabalhando em sua transformação para o século 21, construindo ou comprando marcas digitais em música, programação, mundos virtuais e games. A Atom Films, empresa de Salmi, foi comprada em 2006.
A rede de TV a cabo se esforça para continuar relevante à medida que uma parte maior de seu público principal, formado por pessoas na faixa de 12 a 34 anos, passa cada vez mais tempo na Internet do que assistindo à TV.
A MTV está construindo comunidades que abrangem centenas de seus Web sites, como VH-1, Pimp My Ride e Jackass, através de um serviço chamado Flux. Quando um internauta está logado na rede Flux, ele pode passar para outros sites da MTV sem precisar fazer novo login.
Como outros sites populares de rede social, como Facebook e MySpace, os usuários do Flux, construído com o Social Project, podem compartilhar vídeos, fotos pessoais e blogs. A MTV comprou a empresa de redes sociais Social Project este mês por um valor não revelado.
Mas resta a ver se as próprias redes sociais poderão ganhar dinheiro com anúncios, no longo prazo. A MTV está apostando que seus relacionamentos de longa data com anunciantes na TV a cabo, somada à popularidade de seus programas, possam colocá-lo em situação privilegiada para desenvolver relacionamentos aprofundados com fãs em suas centenas de sites.
Fonte: UOL
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1 de out. de 2008
MTV rastreia redes sociais para aumentar anúncios
11 de set. de 2008
Dossiê da MTV divide jovens em 5 perfis
A MTV Brasil apresentou ao mercado, nesta terça-feira (09), a quarta edição do estudo Dossiê Universo Jovem, dessa vez, sobre o tema "a preservação do planeta".
A pesquisa detectou cinco tipos de perfis de jovens, em relação ao tema: os Comprometidos (17%), os Teóricos (26%), os Refratários (20%), os Intuitivos (21%) e os Eco-Alienados (16%).
Os Comprometidos são aqueles que conhecem e valorizam as causas ambientais, falam sobre o assunto com os amigos e praticam seus conhecimentos no dia-a-dia, separando o lixo para reciclagem e aumentando o consumo
de produtos orgânicos, por exemplo.
É o grupo em que mais se encontra quem já plantou uma árvore,
além de ser o que mais reutiliza papel na impressão, mais evita
usar sacolas plásticas e busca alternativas para reduzir o
uso do carro.
Esse grupo acredita que as soluções devem ser buscadas a partir da ação conjunta da sociedade: governo, mídia, população e ONGs.
Junto com os Teóricos, são os mais atuantes quando o assunto
é economizar água e energia e não jogar lixo na rua, defendendo
inclusive a aplicação de multa para essa infração.
Valorizam, mais que todos os outros, as empresas e produtos ecologicamente corretos, mas acreditam que as empresas usam a causa ambiental por modismo e são pouco comprometidas de fato.
Esperam do governo mais campanhas que ensinem a população a preservar o meio ambiente. São favoráveis aos biocombustíveis.
Já aqueles que fazem parte do grupo 2, dos Teóricos, preocupam-se em economizar água e energia e não jogar lixo na rua na mesma proporção do grupo 1, mas não demonstram empenho equivalente em relação a outras práticas, como a redução do uso do carro.
São os mais elitizados em termos econômicos e de escolaridade. Interessam-se pelas causas ambientais, principalmente o aquecimento global, mas também pelas sociais, políticas, educacionais, além de questões tecnológicas e atualidades.
Conhecem e valorizam o assunto tanto quanto os Comprometidos. Mas, devido à formação, demonstram mais conhecimento teórico em relação a conceitos e fatos relacionados à preservação do meio ambiente. Jornal e internet são fontes de informação com utilização acima da média.
Têm ações em casa em prol do meio ambiente e também se
destacam pelas atitudes proativas em relação à causa:
“pegam no pé” dos amigos e familiares, mas em ambas as
situações com menos destaque do que os Comprometidos.
No ranking, é o segundo grupo que mais valoriza as causas
ambientais.
Os Refratários, que fazem parte do grupo 3, são os que menos valorizam as causas ambientais e os que mais concordam que na prática não fazem nada pelo meio ambiente.
São conscientes que têm baixo conhecimento sobre assuntos
relacionados à preservação ambiental, mas ainda assim maior que o dos grupos 4 e 5.
A formação ecológica recebida em casa é um pouco menor
que a observada na média da população: os pais são menos conscientes, mais ultrapassados, assim como seu grupo de amigos.
São também menos idealistas: preferem trabalhar infelizes por dinheiro do que trabalhar por prazer.
Não fizeram nenhuma mudança no dia-a-dia pela causa. E como não fazem e não querem fazer, acreditam que população não está contribuindo para preservar o meio ambiente. Mesma percepção negativa é atribuída ao governo e às empresas.
Os Intuitivos fazem parte do grupo 4. É o grupo com baixa formação e consciência ecológica, mas com alguma atuação: superior ao grupo 3 e inferior aos grupos 1 e 2.
Não demonstram domínio do assunto ou consciência ecológica.
A prática parece ser mais intuitiva. Economizam água e energia, têm cuidado com o lixo e com o gasto de papel e são proativos em relação a amigos e familiares em atitudes ecologicamente positivas.
Acreditam ter algum conhecimento sobre preservação do meio ambiente (auto-avaliação). Mas, na prática, demonstram baixo domínio sobre o assunto e pouca consciência ecológica.
Mostram grande distanciamento e desconhecimento da atuação
das instituições e acham difícil a linguagem que a mídia utiliza
para falar do assunto.
Já o quinto grupo traçado pelo estudo engloba os Eco-alienados.
É o segmento com menor conhecimento, o que realiza menos
ações ecologicamente corretas. São os que menos conhecem conceitos, fatos e acontecimentos relacionados à preservação do meio ambiente.
Seus pais não têm consciência ambiental e são resistentes em
relação à reciclagem. Esses jovens não separam o lixo, não são atuantes com amigos e familiares, não se preocupam em relação ao futuro dos filhos nem com o tempo que as coisas levam para se decompor.
É nesse segmento que se observam as menores taxas de ações
que contribuem para a preservação do meio ambiente.
O Dossiê conclui que o jovem, em geral, considera o tema importante, mas que, antes disso, ele tem questões que acredita serem mais emergenciais: a violência, o desemprego, as drogas, a fome, a desigualdade social e sobre os problemas particulares de suas cidades.
Via: CCSP
A pesquisa detectou cinco tipos de perfis de jovens, em relação ao tema: os Comprometidos (17%), os Teóricos (26%), os Refratários (20%), os Intuitivos (21%) e os Eco-Alienados (16%).
Os Comprometidos são aqueles que conhecem e valorizam as causas ambientais, falam sobre o assunto com os amigos e praticam seus conhecimentos no dia-a-dia, separando o lixo para reciclagem e aumentando o consumo
de produtos orgânicos, por exemplo.
É o grupo em que mais se encontra quem já plantou uma árvore,
além de ser o que mais reutiliza papel na impressão, mais evita
usar sacolas plásticas e busca alternativas para reduzir o
uso do carro.
Esse grupo acredita que as soluções devem ser buscadas a partir da ação conjunta da sociedade: governo, mídia, população e ONGs.
Junto com os Teóricos, são os mais atuantes quando o assunto
é economizar água e energia e não jogar lixo na rua, defendendo
inclusive a aplicação de multa para essa infração.
Valorizam, mais que todos os outros, as empresas e produtos ecologicamente corretos, mas acreditam que as empresas usam a causa ambiental por modismo e são pouco comprometidas de fato.
Esperam do governo mais campanhas que ensinem a população a preservar o meio ambiente. São favoráveis aos biocombustíveis.
Já aqueles que fazem parte do grupo 2, dos Teóricos, preocupam-se em economizar água e energia e não jogar lixo na rua na mesma proporção do grupo 1, mas não demonstram empenho equivalente em relação a outras práticas, como a redução do uso do carro.
São os mais elitizados em termos econômicos e de escolaridade. Interessam-se pelas causas ambientais, principalmente o aquecimento global, mas também pelas sociais, políticas, educacionais, além de questões tecnológicas e atualidades.
Conhecem e valorizam o assunto tanto quanto os Comprometidos. Mas, devido à formação, demonstram mais conhecimento teórico em relação a conceitos e fatos relacionados à preservação do meio ambiente. Jornal e internet são fontes de informação com utilização acima da média.
Têm ações em casa em prol do meio ambiente e também se
destacam pelas atitudes proativas em relação à causa:
“pegam no pé” dos amigos e familiares, mas em ambas as
situações com menos destaque do que os Comprometidos.
No ranking, é o segundo grupo que mais valoriza as causas
ambientais.
Os Refratários, que fazem parte do grupo 3, são os que menos valorizam as causas ambientais e os que mais concordam que na prática não fazem nada pelo meio ambiente.
São conscientes que têm baixo conhecimento sobre assuntos
relacionados à preservação ambiental, mas ainda assim maior que o dos grupos 4 e 5.
A formação ecológica recebida em casa é um pouco menor
que a observada na média da população: os pais são menos conscientes, mais ultrapassados, assim como seu grupo de amigos.
São também menos idealistas: preferem trabalhar infelizes por dinheiro do que trabalhar por prazer.
Não fizeram nenhuma mudança no dia-a-dia pela causa. E como não fazem e não querem fazer, acreditam que população não está contribuindo para preservar o meio ambiente. Mesma percepção negativa é atribuída ao governo e às empresas.
Os Intuitivos fazem parte do grupo 4. É o grupo com baixa formação e consciência ecológica, mas com alguma atuação: superior ao grupo 3 e inferior aos grupos 1 e 2.
Não demonstram domínio do assunto ou consciência ecológica.
A prática parece ser mais intuitiva. Economizam água e energia, têm cuidado com o lixo e com o gasto de papel e são proativos em relação a amigos e familiares em atitudes ecologicamente positivas.
Acreditam ter algum conhecimento sobre preservação do meio ambiente (auto-avaliação). Mas, na prática, demonstram baixo domínio sobre o assunto e pouca consciência ecológica.
Mostram grande distanciamento e desconhecimento da atuação
das instituições e acham difícil a linguagem que a mídia utiliza
para falar do assunto.
Já o quinto grupo traçado pelo estudo engloba os Eco-alienados.
É o segmento com menor conhecimento, o que realiza menos
ações ecologicamente corretas. São os que menos conhecem conceitos, fatos e acontecimentos relacionados à preservação do meio ambiente.
Seus pais não têm consciência ambiental e são resistentes em
relação à reciclagem. Esses jovens não separam o lixo, não são atuantes com amigos e familiares, não se preocupam em relação ao futuro dos filhos nem com o tempo que as coisas levam para se decompor.
É nesse segmento que se observam as menores taxas de ações
que contribuem para a preservação do meio ambiente.
O Dossiê conclui que o jovem, em geral, considera o tema importante, mas que, antes disso, ele tem questões que acredita serem mais emergenciais: a violência, o desemprego, as drogas, a fome, a desigualdade social e sobre os problemas particulares de suas cidades.
Via: CCSP
10 de set. de 2008
Dossiê MTV mostra jovem pouco eco-consciente
A MTV Brasil lotou um dos grandes teatro de São Paulo na manhã desta terça-feira, 9, para apresentação ao mercado da quarta edição de seu estudo Dossiê Universo Jovem, já antecipado por M&M Online (leia aqui). O estudo foi feito com jovens das classes de A a C, de 12 a 30 anos, e realizado pelo Datafolha (fase quantitativa, com 2,5 mil entrevistas) e AArtedaMarca (fase qualitativa, coordenação e análise geral), em nove mercados, entre abril e maio deste ano. O meio ambiente foi um dos temas abordados pelo estudo - entre vários tantos outros aspectos da vida e hábitos dos jovens, enumerados no Dossiê -, e a sustentabilidade foi escolhida como assunto para o filme de 50 minutos montado a partir de entrevistas e exibido no evento da MTV Brasil. Após a exibição, o escritor, professor, filósofo e palestrante Mário Sergio Cortella fez uma análise do comportamento do jovem e apontou aspectos para os quais tanto os pais quanto os profissionais de comunicação de um modo geral devem estar atentos ao lidar com este público.
Sobre a questão do meio ambiente, o levantamento mostrou que seis entre cada dez jovens não sabem dizer o que é sustentabilidade. Ainda, identificou diferentes perfis quanto à maneira de o jovem encarar o seu papel diante da urgência da preservação. Chama a atenção a imensa parcela deste público que não está assim tão engajada quanto ao papel importante que cada um tem para a preservação do planeta. Os perfis identificados entre os entrevistados dividem-se entre eco-alienados, intuitivos, refratários, teóricos e comprometidos - este último grupo, consciente e que admite fazer o que está a seu alcance, abrange somente 17% do público. Ou seja, conforme lembrou Cortella em sua dissertação, há necessidade de se refazer o trabalho de conscientização na mídia. "É preciso criar desejo pela causa; precisamos querer que tudo isso seja querido", disse , pois há na chamada nova geração toda uma falta de preocupação com as gerações futuras. "O trabalho do Dossiê é nos fazer pensar", afirmou o escritor.
De acordo com José Wilson Fonseca, diretor superintentdente da MTV, o conceito de sustentabilidade já permeia toda a programação da emissora, e a tendência é que esta presença se amplie mais ainda a partir de agora.
Via: Meio e Mensagem
Sobre a questão do meio ambiente, o levantamento mostrou que seis entre cada dez jovens não sabem dizer o que é sustentabilidade. Ainda, identificou diferentes perfis quanto à maneira de o jovem encarar o seu papel diante da urgência da preservação. Chama a atenção a imensa parcela deste público que não está assim tão engajada quanto ao papel importante que cada um tem para a preservação do planeta. Os perfis identificados entre os entrevistados dividem-se entre eco-alienados, intuitivos, refratários, teóricos e comprometidos - este último grupo, consciente e que admite fazer o que está a seu alcance, abrange somente 17% do público. Ou seja, conforme lembrou Cortella em sua dissertação, há necessidade de se refazer o trabalho de conscientização na mídia. "É preciso criar desejo pela causa; precisamos querer que tudo isso seja querido", disse , pois há na chamada nova geração toda uma falta de preocupação com as gerações futuras. "O trabalho do Dossiê é nos fazer pensar", afirmou o escritor.
De acordo com José Wilson Fonseca, diretor superintentdente da MTV, o conceito de sustentabilidade já permeia toda a programação da emissora, e a tendência é que esta presença se amplie mais ainda a partir de agora.
Via: Meio e Mensagem
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