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5 de jun. de 2008

Web 2.0 exige posicionamento das marcas?

Quando estudamos posicionamento de marcas na faculdade, sempre revisamos os casos clássicos de empresas que escolheram algum nicho de mercado ou classe social que obtiveram sucesso. Também revemos os que não deram certo porque o produto tentou explorar um segmento, mas não foi aceito.

Para a maioria dos produtos, posicionar-se corretamente é uma questão central na estratégia de conquista do espaço. Por razões diversas, marcas optam por colar sua imagem à classe A ou E. O direcionamento define o sucesso ou fracasso da marca ou produto.

Não há erro algum em explorar mercados menores com produtos mais caros e lucrativos ou muito mais clientes com marcas de baixo custo e com lucratividade por unidade vendida muito reduzida. Há espaço para todos, desde que a marca ou produto tenha aderência ao público ao qual se destina.

E na internet? Até pouquíssimo tempo a Web não existia e quando começou a aparecer no Brasil, no meio da década passada, só havia internautas das classes A e B. Portanto, o posicionamento de todas as empresas era simples, sem muita nuance. Afinal, o espectro social presente era muito pequeno.

Mas acompanhamos uma mudança radical de uns dois ou três anos para cá. Com o preço dos computadores em queda; financiamentos abundantes para compra desses equipamentos; banda larga mais acessível, evitando estouro do orçamento doméstico por causa da conta de telefonia fixa; mais opções de locais públicos com Internet como lan houses, bibliotecas, escolas e cybercafés; além da possibilidade do acesso móvel pelos celulares e laptops; a classe C especialmente, mas também a D e E têm ganhado espaço na Web brasileira.

Como será que as empresas que usam a Internet têm trabalhado seu posicionamento para explorar melhor as diferenças sociais agora existentes no mundo virtual? Ou será que na Web as diferenças de classe social, renda e perfil psicográfico são irrelevantes? É possível que o resultado obtido no mecanismo de busca elimine a necessidade de posicionamento?

Essa questão é muito relevante no Brasil, pois as redes sociais no País têm uma dimensão maior que em outras nações. São milhões de pessoas interagindo e influenciando outras diariamente. E, estudando mais profundadamente esses movimentos, verificamos que há duas bases de sustentação para essa grande massa de pessoas: sites de busca e retroalimentação.

Influência das redes sociais

É impressionante que a base de transferência de tráfego para as redes sociais sejam os buscadores e as comunidades. Há blogs ou comunidades, por exemplo, que recebem 90% de seus visitantes através de uma ferramenta de busca. E são incontáveis esses casos.

Quando começam a cair no gosto do internauta brasileiro, os próprios blogs e comunidades se encarregam de transferir audiência para essas páginas. É um movimento de retroalimentação que se iniciou com uma busca em um “search engine”.

Caso clássico desse movimento é o Orkut, que dependeu dos resultados das ferramentas de busca no início, mas hoje alimenta outras comunidades. Da mesma forma outras redes sociais o alimentam com mais público.

Aparentemente, o público das lojas online procura bons preços e segurança na transação. Talvez isso o influencie a buscar novos parceiros com menos intensidade, voltando-se mais para o local no qual já comprou e se sentiu confortável. Esse é um internauta mais velho que a média do usuário do emaranhado de redes sociais, portanto, menos afeito à procura por novidades.

Por outro lado, os usuários das redes sociais são mais jovens, buscam novidades constantemente (e esse universo mostra novidades permanentemente). Porém, esses dois universos não são estanques, muito pelo contrário, mantêm-se em contato permanente, influenciando-se diariamente.

Essa busca desenfreada por novidade começa a aparecer no comércio eletrônico brasileiro. Mais setores econômicos estão aproveitando a Internet e cada vez mais lojas menos conhecidas são visitadas. Há mais empresas explorando nichos do comércio e a lista de produtos disponíveis para compra online amplia-se.

Isso é natural, pois esse internauta que é fã da interatividade das redes sociais vai, aos poucos, ampliando suas ações na Internet. E quando passa a aderir ao comércio eletrônico, traz consigo essa experiência de buscar diuturnamente as novidades, de procurar aquilo que ainda não conhece.

Com o número de usuários crescendo ininterruptamente, bem como o número de empresas e produtos à venda na Web, voltamos ao tema inicial: as companhias estão preocupadas em posicionar suas marcas e produtos adequadamente para cada perfil de consumidor? Se todas as lojas optarem pelo mesmo posicionamento (ou pior, sem nenhum), tudo será decidido pelo preço mais baixo. E o consumidor deseja muitas outras coisas ao procurar um produto ou serviço.

26 de nov. de 2007

TV Cultura lança nova política comercial

A TV Cultura lança uma nova política comercial de captação de recursos, e agora passará a basear seu cálculo da tabela de preços do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), e não mais no Índice de Potencial de Consumo (IPC).

O modelo, desenvolvido junto à Fundação Seade, prioriza os quesitos sociais ao invés do poder de consumo alinhando-se, de acordo com Paulo Markun, presidente da TV Cultura, à busca da emissora pela formação crítica do cidadão. "O ponto central desta mudança é ter a idéia da importância hoje de ter responsabilidade social. Isso transformou-se em uma prática comum, no sentido de que toda empresa hoje deve participar deste processo".

O IPRS faz uma radiografia do Estado de São Paulo e acompanha o conceito do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), proposto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sob a ótica de indicadores que permitem identificar com maior fidelidade e realismo o desempenho de suas regiões administrativas, além de mostrar a posição da cidade em relação ao desempenho médio do Estado como um todo.

Com isso, o novo posicionamento passará a graduar a riqueza de uma região considerando não somente a renda, mas também a longevidade e escolaridade dos municípios de sua área de cobertura. "Nós mudamos a maneira de calcular", explica Markun, "consideramos a audiência, mas priorizamos a responsabilidade social, porque apenas o conceito do mercado é insuficiente para provocar mudanças, e nós temos que priorizar também os que estão abaixo desse índice", completa.

Com novo conceito na formação do preço dos programas da TV Cultura foram atribuídos aos índices de cada cidade da Grande São Paulo, seus respectivos pesos.

A projeção seguirá as células definidas pela área técnica da TV Cultura, e as etapas garantem aumento de 12% de projeção para as células de Rio Claro, Jundiaí e Santos em novembro de 2007, de 14% de novas projeções para outras três células, além das anteriores até março de 2008 e de 15% para as células do Estado até outubro de 2008.

Fonte: MM Online

31 de out. de 2007

Häagen-Dazs Mix Music investe 1 milhão em evento

Para fortalecer o posicionamento de sua marca no País, a grife norte-americana de sorvetes Häagen-Dazs realiza, no Terraço Daslu, em São Paulo, o Häagen-Dazs Mix Music. A marca investiu R$ 1 milhão no evento, que tem como objetivo proporcionar experiências únicas baseadas em quatro pilares: lançamento de sabores, diferentes estilos musicais, contraste de ambientes e drinks exclusivos com sorvete.
O espaço montado no Terraço Daslu terá cenografia de Chris Ayrosa. Um dos ambientes será o Momento Praia, com a inserção de areia para que o público realmente sinta-se no mar. E o outro será o Momento Cidade, com um luxuoso lounge reservado aos convidados no centro do salão principal.
A realização do evento é assinada pela Fas Eventos, dos sócios Felipe Aversa, André Morais e Leandro Aversa. Para mais informações sobre o evento basta acessar o site www.haagen-dazs.com.br/mixmusic.

Fonte: Propmark

8 de out. de 2007

Vale do Rio Doce vai mudar nome e marca em novembro

Maior empresa brasileira, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) vai mudar de nome e de logomarca a partir de novembro. A decisão da direção da CVRD e do conselho de administração é reposicionar a empresa no mercado de uma forma mais compatível com o status de companhia multinacional, consolidado com a aquisição da mineradora canadense Inco, no ano passado, por US$ 18 bilhões.

O novo nome ainda não foi decidido e as opções estão sendo tratadas na empresa como segredo de Estado. O sigilo é tamanho que a Africa, agência do publicitário Nizan Guanaes, foi contratada com a missão de fazer a campanha da nova marca da empresa sem saber ainda os novos nome e logotipo.

Toda a estratégia de divulgação está sendo desenvolvida em cima dos conceitos que a CVRD quer adotar a partir de agora. Uma empresa internacional que seja imediatamente identificada com o Brasil.

Uma grande empresa nacional e uma outra americana, especializadas em marketing e criação de marcas, foram contratadas pela Vale e estão trabalhando no projeto. Aliás, a palavra Vale, como a empresa é mais conhecida no Brasil, tem grandes chances de não figurar no novo nome.

Uma das principais linhas de discussão é se apenas a sigla --CVRD-- deveria ser adotada. Outra opção em estudo é focar a marca em cima apenas da expressão "Rio Doce".

A idéia é, dez anos depois da privatização, romper com os laços que ainda ligam a empresa à imagem de uma ex-estatal, além de reforçar a marca internacional, livrá-la do losango e das barras de seu logotipo atual, associadas de alguma forma à simbologia de patentes militares que ainda remetem à época da ditadura.

A mudança também ocorre em um momento de questionamento da privatização da empresa, em que algumas entidades defendem a realização de plebiscito para avaliar a venda da mineradora.

A CVRD foi fundada pelo governo federal em 1942 e privatizada em maio de 1997.

Uma reunião em um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, que acabou neste fim de semana, definiu as novas diretrizes para mudanças na imagem da empresa.

Como não tem nenhum produto facilmente associável à companhia, que fornece matéria-prima para diversas outras empresas com marcas mundialmente muito mais conhecidas do que CVRD, a idéia é criar uma marca de identificação forte e que possa ser associada a tudo o que é produzido a partir do minério de ferro: de fogões a aviões.

A conclusão dos executivos é de que a empresa é mais forte do que conhecida. Na segunda-feira, o presidente Roger Agnelli anunciou que a CVRD havia se transformado na 31ª empresa do mundo, à frente da IBM. Antes, já tinha se tornado a maior companhia brasileira, ao superar a Petrobras. Esta semana, seu valor de mercado atingiu US$ 167,3 bilhões -alta de 140% em relação à cifra do final de 2006, US$ 69,8 bilhões. O desafio é criar uma marca que espelhe tudo isso.

Fonte: Folha Online

26 de jul. de 2007

Dias Branco tem nova marca

A indústria alimentícia M. Dias Branco, do Ceará, anuncia nova identidade visual. A empresa, detentora de marcas como Adria, Richester, Fortaleza, Zabet, Basilar, Isabela e Boulanger, entre outras, passa a se chamar apenas Dias Branco e terá nova marca.

Em 2006 a empresa realizou sua abertura de capital e percebeu a necessidade de mudança da identidade corporativa para tornar mais visível para o mercado seu portfólio de marcas. A característica da empresa são marcas com forte reconhecimento regional – como é o caso da Adria na região sudeste e da Richester no nordeste.

De acordo com Renata Regueira, gerente de marketing da Dias Branco, “a marca não passa só pela mudança visual, mas deixou de ser uma empresa setorial, para tornar-se nacional. A nova identidade vem traduzir para o mercado todos os valores incorporados pela empresa nos últimos anos”, explica.

A marca, desenhada pelo designer gráfico Hans Donner, mostra as inicias D e B em formato côncavo e convexo, fazendo alusão ao envolvimento das marcas regionais pela “marca-mãe”. As cores ouro e prata remetem aos valores de tradição da marca. Segundo Renata, até mesmo a escolha do designer se deu em função da necessidade de demonstrar “uma marca tecnologicamente moderna”.

A nova identidade visual será anunciada através do material gráfico de todos os produtos da empresa. Malas-direta ao mercado e investidores também auxiliarão no processo de incorporação gradual da nova identidade.




Fonte: Meio & Mensagem

25 de jul. de 2007

Dessa vez, a vodca Absolut

Depois das inúmeras campanhas homenageando cidades ao longo dos últimos 20 anos, chega a vez da vodca Absolut repetir a dose através dos próprios produtos.

A marca está lançando a Absolut New Orleans, bebida destilada com sabor de manga com pimenta preta, suportada por uma campanha focada em internet e mídia impressa criada pela TBWA. A partir de seu novo posicionamento lançado neste ano, "In an Absolut World" (que remete a idéias que só aconteceriam em um "mundo Absolut"), a peça impressa mostra um grande engarrafamento de caminhões rumo ao Dome de New Orleans, como que visando toda a movimentação de solidariedade ocorrida quando da tragédia do furacão Katrina, em 2005.

Em agosto, completam-se dois anos do acidente natural que abalou o sul dos Estados Unidos. E é justamente no dia 1º do próximo mês que começam as vendas, em uma tática de marketing que visa justamente criar "buzz" em torno da ação. O anúncio do novo produto foi feito há menos de uma semana durante o evento anual New Orleans Culinary Festival, ponto de encontro de todas as tradições e novidades da "Soul food", "Creole food" e "Cajun food" que caracterizam a região.

A VS Spirits, detentora da Absolut, espera vender 35 mil caixas da bebida. Segundo a companhia, a íntegra das vendas - cerca de US$ 2 milhões - serão destinados a projetos de caridade no Estado da Louisiana, que tem Nova Orleans como capital.

Ao mesmo tempo que reúne boa ação ao marketing, a Absolut aproveita a deixa para reiterar sua posição de inovação na área em que atua. Estimativas de mercado indicam que mais de 200 diferentes tipos de vodca premium e saborizadas foram lançadas no planeta nos últimos cinco anos, iniciando uma comoditização de mercado que vem reduzindo as vendas da marca em mercados como os EUA.

A Absolut é pioneira nestes segmentos no mercado norte-americano, especialmente após o lançamento da Absolut Citron em 1988. O nicho de saborizados é hoje 30% do mercado de vodca naquele país. Já o consumo da bebida como um todo cresceu 8% em 2005 nos Estados Unidos, enquanto a Absolut isoladamente cresceu apenas 2% - muito por conta da chegada de concorrentes como a vodca super premium Grey Goose.




Fonte: Meio & Mensagem

24 de jul. de 2007

Escolheram a mulher do diretor de mídia para ser garota propaganda..

Criticada por nepotismo, a Kimberly Clark negou na Inglaterra que a escolha da garota propaganda do produto Kleenex Ovals tenha sido influenciada pelo fato dela ser mulher de um executivo da companhia. Diz que Naomi Cleaver foi selecionada para a campanha por sua experiência a frente de programas sobre decoração no Channel 4. Naomi é casada com o diretor de mídia da Kimberly Clark.
O Kleenex Ovals é uma linha de caixas de lenço de papel de formato oval que a empresa quer posicionar no mercado de decoração.


Fonte: Blue Bus

19 de jul. de 2007

Ballantine's volta a anunciar após oito anos

A marca de uísque escocês Ballantine's, da multinacional francesa Pernod Ricard, volta à mídia após oito anos com uma campanha global "Leave an Impression" (Deixe uma Impressão), com investimento de 40 milhões. Após a aquisição da Allied Domecq (ex-dona da Ballantine's) pela Pernod Ricard, há dois anos, a empresa decidiu que a marca seria o foco dos grandes investimentos da empresa. "O mercado de uísque importado vem crescendo muito no Brasil e no mundo", diz o gerente de grupo de bebidas importadas da Pernod Ricard Brasil, Alan Cappelletti. O consumo de uísque importado, que atingiu 1,3 milhão de caixas no ano passado, cresce 15% ao ano no Brasil. Com vendas globais de 60 milhões de litros por ano, Ballantine's é a segunda marca mais vendida pela empresa, atrás somente do pastis (licor de anis) Ricard, tradicional na França.

Apesar do Brasil ainda ser um dos principais mercados de Ballantine's, ao lado de Espanha, França e Alemanha, nas pesquisas realizadas para o briefing da campanha a empresa constatou que a marca perdera visibilidade no País. "A marca estava um pouco esquecida no Brasil. Com tanto tempo sem comunicação, o consumidor acaba saindo da marca e indo para outras", diz.

Criada pela Publicis e com estréia dia 22 de julho, a campanha é composta por inserções na televisão, em canal aberto e TV a cabo, mídia impressa, ações de relações públicas e promoções em pontos de venda, e será veiculada inicialmente no Rio. "É um lugar que tem o perfil da Ballantine's e que até pouco tempo era um dos principais mercados mundiais da marca", diz. O público alvo é o jovem-adulto de 25 a 35 anos, consumidor de uísque importado. A empresa estuda levar a campanha para outras capitais no ano que vem.
Formada por Ballantine's Finest, 12, 17, 21 e 30 anos, a marca completa nesse ano o seu 180º aniversário e também promove uma festa conceitual, a Ballantine's Impress Party, que acontece no dia 27 de julho, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio. A festa é itinerante e o Brasil será o segundo país a recebê-la, logo após Atenas.

Para o próximo ano fiscal (julho de 2007 a junho de 2008), a meta da subsidiária brasileira, que faturou R$ 560 milhões nesse período, é de aumentar em 50% as vendas de Ballantine's. O faturamento mundial da Pernod Ricard atinge ? 6 bilhões.

Site Johnnie Walker

A Diageo, dona da marca Johnnie Walker, lançou o site johnniewalkerblacklabel.com.br como parte da nova estratégia de ativação do drinque Johnnie Walker Red Mix, baseado no conceito "Combina?", criado pela agência Wunderman.


Fonte: Gazeta Mercantil

18 de jul. de 2007

B+G cria por nova linha da Maggi

A B+G designers assina as embalagens e o material para ponto-de-venda da nova linha Cremes Supreme Maggi da Nestlé.

O conceito gráfico procura evidenciar o caráter premiun dos produtos. Segundo Rodrigo Costabeber,um dos coordenadores de criação da agência, por ser uma linha diferenciada e mais sofisticada que as demais linhas de cremes e sopas da marca, "utilizamos imagens que retratam esta sofisticação, em um ambiente gourmet, com ingredientes em destaque junto ao creme pronto para ser servido", esclarece.

O material para ponto-de-venda exibe a frase "Leve mais cremosidade em sabores exclusivos". A criação é de Paula Rosa e Marcelo Araújo.





Fonte: Meio & Mensagem