Estudo da Universidade de Brasília (UnB) indica que, em média, apenas 14,8% dos clientes que olham as vitrines num shopping center entram nas lojas.
Foram avaliadas mais de 44 mil pessoas em um shopping do Distrito Federal.
Em geral, o público vai ao estabelecimento para paquerar, ir ao banco, encontrar os amigos, almoçar ou levar as crianças para brincar, entre outras opções.
“Pode ser que os shoppings não sejam mais tão procurados para compras nas lojas, o que seria o motivo primeiro de eles existirem, passando a ser pontos de entretenimento e serviços”, sugere o pesquisador Hugo Sandall, da UnB.
Sandall estudou o comportamento do consumidor diante de lojas de dois seguimentos bastante visados, o da moda jovem e o da feminina. A idéia era entender a relação entre o fato de olhar para a vitrine e o ato de entrar na loja.
Os resultados mostraram que as lojas cujas vitrines chamam mais atenção dos consumidores não são as que mais recebem clientes. Os clientes olham mais para as lojas femininas e entram mais nas de moda jovem.
O especialista arrisca algumas hipóteses para explicar o comportamento, apesar de salientar que seria necessário um novo estudo para justificar as atitudes do público. “O ato de entrar ou não na loja é influenciado por muitas variáveis: se a porta é ampla, se a vitrine é vazada, o tipo de atendimento, e assim por diante”, explica.
Fonte: CCSP
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