8 de out. de 2008

Pesquisa "Consumidor do Século XXI”

O Ibope Mídia apresentou nesta terça-feira (7/10) um estudo inédito que analisa os paradoxos do consumo sob inúmeros aspectos, desde o potencial do mercado latino-americano até as peculiaridades de escolha e o comportamento da população das mais importantes regiões metropolitanas do Brasil.

Para compor este estudo, a pesquisa ouviu 3.400 pessoas acima de 18 anos, em todo o Brasil. O Ibope Mídia também utilizou dados do Target Group Index – estudo regular que ouve mais de 18 mil pessoas em 11 regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Curitiba, Distrito Federal, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) e é atualizado a cada seis meses.

O brasileiro destaca-se em relação aos consumidores de outros países da América Latina. No Brasil, 67% da população foi às compras nos últimos 30 dias, ficando atrás apenas de Peru (69%) e México (68%). A Argentina é o país que aparece com o menor índice da região: apenas 40% de seus habitantes afirmaram ter saído às compras no ultimo mês.

Um dos principais traços observados na análise do consumidor é a importância de vincular sua identidade às compras realizadas, ou seja, o consumidor busca mais informações e experiências sobre aquela determinada marca ou produto para só, a partir daí, realizar sua escolha. A imagem da marca e o valor agregado por ela também são importantes influenciadores.

Nos últimos quatro anos, o hábito de ir às compras no Brasil cresceu aproximadamente 12%. Em 2002, os brasileiros que iam às compras com freqüência mínima de 30 dias somavam 60% da população. Atualmente, este montante chega a 67%, ou seja, 35 milhões de brasileiros saem às compras periodicamente.

As pessoas entre 25 e 34 anos se destacam no hábito de fazer compras. Quando a população é segmentada por sexo, as mulheres vão mais as compras dos que os homens, com 71% contra 63%, comprovando a tese de que mulher adora comprar.

Nas classes socioeconômicas, a diferença acompanha a tendência do potencial de consumo - 77% das pessoas das classes AB realizaram compras recentemente, seguidas das classes C e DE (65% e 55%, respectivamente). O recorte regional da pesquisa mostra que a cidade de Belo Horizonte (MG) é onde mais as pessoas fazem compras (71%) e Fortaleza aparece como a cidade brasileira com a menor incidência de compras no período dos últimos 30 dias (63%).

Há uma tendência favorável aos assuntos relacionados ao meio ambiente e o Brasil destaca-se quando comparado com os demais países da América Latina. Quando perguntados sobre a importância da reciclagem, 89% dos consumidores brasileiros responderam que consideram reciclar um dever de todos e 71% dos brasileiros afirmaram estar dispostos a pagar mais por um produto que seja saudável para o meio ambiente - 63% ainda disseram estar dispostos a mudar seu estilo de vida para beneficiar o meio ambiente. Ainda assim, na contramão deste traço do consumidor brasileiro, 36% dos indivíduos disseram achar que atualmente a preocupação com o meio ambiente é excessiva.

Quanto aos valores desses consumidores em relação ao tempo e ao trabalho, percebe-se que eles estão ainda mais preocupados com a realização profissional e, consequentemente, com a remuneração - 44% deles afirmam que o dinheiro é a melhor medida de sucesso. Cerca de 70% disseram que não trabalhariam menos, caso isso significasse redução no salário. Ainda assim, 56% concordam que a forma como gastam seu tempo é mais importante do que o dinheiro que ganham.

No que diz respeito aos aspectos psíquicos de influência na hora da compra, os Consumidores do Século XXI demonstram personalidade forte e primam pela diferenciação dos demais. Apenas um terço afirmou ser importante estar em dia com a moda e estilo e mais da metade discordou que use marcas conhecidas para se sentir incluído no seu grupo de amigos. O estudo também revelou que as celebridades têm pouca influência na decisão de compra, atingindo menos de 15% da população, de modo a fazer o comprador mudar de idéia. O brasileiro também mostrou que é um consumidor fiel as suas marcas de confiança: 72%.

“A experiência individual do consumo e qualidade são fundamentais. Ele conhece e exige seus direitos. O que realmente diferencia este consumidor é a sua atitude”, afirma Juliana Sawaia, gerente de marketing do Ibope Mídia e uma das responsáveis pelo estudo.

O consumidor é impactado por um Circulo de Influências que é composto por: mídia, ponto-de-venda e relacionamento. Dentre as principais fontes de informação na decisão de compra, as mais citadas pelos consumidores brasileiros são: experiência anterior e opinião da família.

As ações posicionadas em pontos-de-venda (PDV) também aparecem como um fator importante e muitas vezes decisivo na hora da compra, principalmente no que se refere a roupas (38%), alimentos (36%) e celulares (35%).

A busca pela informação, como dito anteriormente, é fundamental para o Consumidor do Século XXI. Metade dos consumidores afirma estar apto a fornecer muitas informações sobre algum tipo de produto e outros 34% dizem que conversam bastante com muitas pessoas diferentes sobre produtos de interesse antes de efetuar a compra - 34% concordaram que é bastante provável que consigam convencer outras pessoas a respeito de determinados produtos com suas opiniões.

“Percebemos que o Consumidor do Século XXI é pouco influenciável, mais responsável e consciente dos seus gastos, além de muito mais exigente em relação à qualidade dos produtos e marcas que consome e, se não está satisfeito, vai atrás dos seus direitos”, afirma Dora Câmara, diretora comercial do Ibope Mídia.

Para obter o estudo “Consumidor do Século XXI” na íntegra, inclusive com os recortes regionais das principais regiões metropolitanas do país, acesse:

www.ibope.com/consumidor.


Via: CCSP

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